Parlamento açoriano congratula Vasco Cordeiro pela eleição para o Comité das Regiões
13 de fev. de 2020, 14:04
— Lusa/AO Online
“Este é um momento que prestigia os Açores,
Portugal e o próprio projeto Europeu”, afirmou Francisco César, líder
parlamentar do PS no parlamento açoriano, considerando que “a escolha do
presidente do Governo Regional dos Açores é o reconhecimento das
qualidades políticas indispensáveis para o exercício da liderança”.Vasco
Cordeiro, foi, na quarta-feira, eleito por aclamação primeiro
vice-presidente do Comité das Regiões, num acordo entre as famílias
políticas europeias que o levará a presidir à entidade no futuro.Na
terça-feira, os grupos com assento no Comité das Regiões tinham chegado
a acordo para o novo mandato da entidade, cabendo os dois anos e meio
iniciais de presidência ao grego Apostolos Tzitzikostas (PPE) e a
segunda metade a Vasco Cordeiro (PSE), que até lá será o primeiro
vice-presidente da entidade.O voto hoje
aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa Regional dos Açores
mereceu a intervenção de alguns partidos, como o PSD, que destacou que
esta eleição “é uma honra para os Açores”, mas apontou que os Açores não
têm convergido com a Europa e que espera que esta eleição “se traduza
numa melhoria futura para os açorianos na União Europeia”, segundo o
deputado António Vasco Viveiros.Artur
Lima, líder parlamentar da bancada centrista, frisou que, “numa altura
difícil do ‘Brexit’ e em que não se sabe como vai ser a distribuição dos
fundos comunitários, ter um açoriano é um motivo de orgulho”.Já
o único deputado do PPM no parlamento açoriano, Paulo Estêvão, alertou
que “o exercício de funções como presidente no comité das regiões apenas
poderá ocorrer se o presidente Vasco Cordeiro for reeleito como
presidente do Governo Regional”.“Nada pode
ser dado como adquirido – em democracia é assim. Nada disto invalida,
no entanto, que o cargo da vice-presidência seja já algo a enaltecer e a
possibilidade de presidência no futuro seja algo muito positivo”,
concluiu.O comité, criado em 1994 na
sequência da assinatura do Tratado de Maastricht, é a assembleia da
União Europeia dos representantes regionais e locais dos 27
Estados-membros.A Comissão Europeia, o
Conselho Europeu e o Parlamento Europeu têm de consultar o Comité das
Regiões quando elaboram textos legislativos sobre matérias em que as
autoridades regionais e locais têm uma palavra a dizer.Em causa estão áreas como o emprego, política social, coesão económica, transportes, energia ou mudanças climáticas.