Parlamento açoriano aprova regime do serviço de táxi e alteração ao estatuto da carreira docente
12 de set. de 2025, 09:40
— Lusa/AO Online
A proposta de
decreto legislativo regional que tem por objetivo adaptar à Região
Autónoma dos Açores o Decreto-Lei n.º 101/2023, de 31 de outubro, que
aprova o regime jurídico do serviço público de transporte de passageiros
em táxi, foi apresentado pelo executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM) e
aprovado por unanimidade.Já a segunda
alteração ao decreto legislativo regional relativo ao estatuto da
carreira docente da região, apresentada pela deputada do PS Inês Sá, foi
aprovada por maioria, em votação final global, com votos a favor do PS,
Chega, BE, IL e PAN e a abstenções de PSD, CDS-PP e PPM.Segundo
a secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta
Cabral, que apresentou a proposta de adaptação à região do regime
jurídico do serviço público de transporte de passageiros em táxi, a
mesma vai tornar a atividade “mais atrativa, sustentável e justa”.“O
que propomos nesta adaptação do diploma nacional do regime jurídico do
serviço público de transporte de passageiros em táxi é a isenção da
aplicação e da utilização do taxímetro e, adicionalmente, a
possibilidade de transmissão, a herdeiro legitimário ou cabeça de casal,
da licença para o exercício da atividade de operador de táxi que se
consubstancia num alvará”, disse a governante na apresentação do
documento.Berta Cabral acrescentou que o
executivo de coligação está convicto que a proposta legislativa “garante
a resolução de problemas concretos dos profissionais de táxi nos Açores
e torna toda a atividade mais atrativa, mais sustentável e mais justa”.Salientou
ainda que a medida visa “resolver problemas concretos e criar melhores
condições” para a atividade de táxi, “considerando, de forma justa, as
especificidades” das várias ilhas açorianas.“Trata-se
de um transporte público essencial para garantir a mobilidade dos
açorianos, sobretudo fora dos centros urbanos, com a particularidade do
sentido de proximidade e de garantia de solução que dá a públicos mais
vulneráveis como os nossos idosos e doentes”, referiu.A
segunda alteração ao Decreto Legislativo Regional relativo ao estatuto
da carreira docente da Região Autónoma dos Açores, apresentada pela
deputada socialista Inês Sá, assegura a educadores de infância o
reconhecimento do tempo de serviço em creche.O
grupo parlamentar socialista congratulou-se com a aprovação, por
permitir “corrigir a injustiça criada pela redação atual do Estatuto da
Carreira Docente, que impede que o tempo de serviço prestado em valência
de creche anterior a 2023 seja considerado para efeitos de progressão
na carreira”.A parlamentar Inês Sá
sublinhou ser “um imperativo social dignificar a profissão, assegurando
salários justos, estabilidade e igualdade de tratamento”.“Não
podemos continuar a aceitar que educadores com a mesma formação e
responsabilidade tenham direitos diferentes, apenas porque exercem
funções em contextos institucionais distintos”, disse.Com
a proposta agora aprovada, o PS referiu que pretende garantir equidade e
justiça para todos os educadores, “corrigindo uma lacuna que tem
consequências diretas na valorização da carreira docente” na região.Na
discussão que se seguiu, onde foram escutadas intervenções de deputados
das várias bancadas parlamentares, a secretária regional da Educação,
Sofia Ribeiro, recordou medidas já tomadas pelo atual executivo de
coligação e referiu que o anterior Governo socialista “sempre rejeitou a
valorização” do tempo de serviço.