Parlamento açoriano aprova criação de Programa de Combate ao Bullying e Cyberbullying
16 de dez. de 2021, 11:03
— Lusa/AO Online
Na
apresentação da iniciativa, o deputado do PSD Rui Espínola considerou o
bullying e o cyberbullying como uma “problemática transversal e
premente”, que tem um “efeito devastador nas vítimas”.“Defendemos
a criação desse programa regional. Um programa que efetue um
levantamento estatístico das situações registadas e que desenvolva
estratégias de sensibilização, prevenção e intervenção no meio escolar”,
declarou.Na proposta, consultada pela
agência Lusa, além do “levantamento estatístico” e de “estratégias de
sensibilização”, lê-se que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) deve
“remeter à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um
relatório anual detalhado sobre as ações de prevenção e combate” àquele
fenómeno.A secretária regional da
Educação, Sofia Ribeiro, considerou que a elaboração de um relatório
anual vai permitir “mais transparência e mais conhecimento” sobre o
bullying e o cyberbullying.A governante
destacou ainda a criação de um plano de ação para combater o fenómeno:
“Não um plano de ação que coloca as escolas ao serviço deste plano de
ação, mas pelo contrário um plano ação com a construção de recursos,
estratégias e metodologias que estejam ao serviço daquilo que as escolas
necessitam”.Paulo Estêvão, do PPM,
enalteceu a “seriedade do projeto” que vai criar “mecanismos de rigor
que permitirão quantificar o trabalho” do governo açoriano.O
deputado do PS Rodolfo Franca considerou o tema de “grande
importância”, mas lembrou que já existe, “há vários anos”, um “programa
de prevenção da violência e promoção da cidadania em meio escolar”.O
parlamentar do Chega, José Pacheco, criticou a “cobardia” do bullying e
a “reles cobardia” do cyberbullying, enquanto Pedro Neves, do PAN,
considerou “fundamental” existirem “dados estatísticos” sobre o
fenómeno.A deputada do BE, Alexandra
Manes, disse ser “importante” que o programa “seja consequente” e “não
somente um conjunto de intenções”, enquanto a líder parlamentar do CDS,
Catarina Cabeceiras, alertou que “nada vai substituir” a “função dos
pais” em “acompanhar as redes sociais que os jovens estão a usar”.O
deputado independente Carlos Furtado defendeu que as “famílias não se
podem demitir das suas obrigações” no combate ao bullying.