Parlamento açoriano aprova criação de grupo de trabalho para analisar segurança na região
Hoje 14:55
— Lusa/AO Online
A
proposta foi aprovada por maioria no último dia do plenário regional de
fevereiro, na Horta, na ilha do Faial, com votos a favor de PSD, PS,
Chega, CDS-PP, PPM, BE e PAN e um voto contra do deputado da IL.Na
apresentação da urgência do projeto de resolução, o deputado João
Mendonça (PPM) referiu que o partido “defende a criação imediata das
condições necessárias para a realização de uma avaliação técnica,
estruturada e participada, que permita sustentar futuras decisões com
base em evidência objetiva”.“A matéria em
causa exige rigor analítico e uma calendarização compatível com a sua
relevância para as nossas comunidades”, justificou.Segundo
o parlamentar do PPM, a segurança “não pode ser tratada como tabu
político, nem pode ser reduzida a estatística avulsa, exige visão
estratégica, inovação organizada e capacidade de mudar”.No
debate, o líder parlamentar do Chega, José Pacheco, referiu que a
segurança é “um pilar fundamental do Estado” e o partido votava a favor
da proposta, porque é fundamental perceber quantos polícias são
necessários “em cada esquadra e em cada ilha”.O
deputado do PAN, Pedro Neves, apesar de não gostar de grupos de
trabalho, votou igualmente a favor, por considerar que a quantidade de
elementos policiais “cada vez é menor” na região.Já
Luís Soares (PSD) considerou que o grupo de trabalho proposto pelo PPM é
“pertinente” e “não irá, nem pode, substituir-se” a quem tem
responsabilidade sobre as forças de segurança, que é o Estado, mas
transmitirá conhecimento para ajustar o policiamento na região, porque
cada ilha deve ter “um dispositivo suficiente”.Pelo
PS, o líder parlamentar Berto Messias considerou a proposta “um bom
contributo dado pelo PPM”, pois permitirá aferir da “perceção de
segurança e a segurança efetiva diária” das pessoas.O
líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Pinto, considerou o tema “premente e
sensível” para os cidadãos e espera que o trabalho que vai ser
realizado seja “profícuo, célere e esclarecedor” e que aponte dados
concretos sobre a realidade das ilhas em matéria de segurança.Já
António Lima (BE) salientou, na sua intervenção, que o papel das forças
de segurança é importante e insubstituível e, na região, têm “uma
carência de meios e de recursos” humanos e materiais.Para
o deputado Pedro Ferreira (IL), que votou contra a iniciativa, a
segurança é da competência da República e “o dispositivo de segurança
nos Açores apresenta insuficiências sérias”.Na
sua opinião, “se a República não responde”, o parlamento açoriano “deve
reforçar a pressão política, não criar mais um relatório”, porque “o
que os açorianos precisam não é de mais um grupo de trabalho, é de mais
agentes no terreno”.Pelo Governo Regional,
o secretário dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão,
garantiu que o executivo “é completamente solidário e está ao lado do
parlamento dos Açores para disponibilizar toda a informação e
colaboração necessárias para encontrar zonas de melhoria”.O
governante alertou para a urgência deste trabalho conjunto,
evidenciando o profundo desfasamento do dispositivo policial nos Açores
quando comparado com o território continental.O
parlamento açoriano também aprovou, por maioria, o projeto de resolução
do PS sobre a manutenção dos apoios aos clubes desportivos para a
promoção turística (“Palavra Açores”) e dos apoios no âmbito do regime
de financiamento público para iniciativas, ações e eventos de animação
turística ou de promoção externa do destino Açores.A
proposta, aprovada com votos a favor de PS, Chega, BE, IL, e PAN e
abstenções de PSD, CDS-PP e PPM, garante que o executivo assegure a
manutenção dos apoios na época 2026/2027, em moldes idênticos aos
atuais.“O que está verdadeiramente em
causa é a estabilidade dos clubes açorianos, a previsibilidade de quem
organiza eventos nas nossas ilhas e, acima de tudo, a forma como esta
Região encara o seu desporto e a sua projeção externa”, afirmou o
socialista Russell Sousa na apresentação da iniciativa.Segundo
o parlamentar, o apoio conhecido como Palavra Açores “permitiu garantir
condições mínimas de competitividade às equipas açorianas que
participam nos principais escalões nacionais, assegurando
simultaneamente a presença regular do nome dos Açores em contextos de
elevada visibilidade nacional”.