Parceiros sociais retomam hoje discussão sobre salário mínimo
5 de dez. de 2017, 08:39
— Lusa/AO Online
Na
última reunião, a 24 de novembro, o ministro pediu aos parceiros que
enviassem propostas por escrito para serem discutidas no encontro de
hoje, mas em cima da mesa voltam a estar as propostas das centrais
sindicais, com a CGTP a insistir nos 600 euros e a UGT a reivindicar 585
euros.Do lado
das confederações patronais, o presidente da Confederação do Comércio e
Serviços de Portugal (CCP), Vieira Lopes, não avança valores e
considera que a sua posição já foi transmitida na reunião anterior ao
Governo.“É
aceitável que o valor do salário mínimo possa ir além dos critérios
matemáticos, pelo papel social que tem, mas não estamos dispostos a ser
uns meros continuadores dos acordos políticos do Governo”, disse o
presidente da CCP. Do
lado do Governo, ainda não existe uma proposta formal, mas o valor que
tem vindo a ser defendido e que está no programa do Executivo é de 580
euros em 2018. Atualmente, o valor do salário mínimo é de 557 euros.A
CIP - Confederação Empresarial de Portugal também já disse que está
disponível para negociar e, na última reunião, pediu redução dos custos
de contexto e mais verbas para formação profissional, bem como uma maior
proteção para as empresas mais expostas ao exterior.Na
última reunião, além do salário mínimo, também foi discutido o Fundo de
Compensação do Trabalho (FCT), destinado ao pagamento parcial das
indemnizações por despedimento e para o qual as empresas descontam
globalmente 1% por mês.O
presidente da CIP, António Saraiva, defendeu que o acordo entre os
parceiros assinado em janeiro estabelecia alterações ao FCT e que essa
questão não foi cumprida em 2017, mas recusou que esta seja uma
contrapartida ao aumento do salário mínimo no próximo ano.De
acordo com o mais recente relatório de acompanhamento do acordo sobre a
remuneração mínima, cerca de 728 mil trabalhadores portugueses
recebiam, no primeiro semestre, o salário mínimo nacional.