Parceiros institucionais recomendam suspensão da cerca sanitária em Rabo de Peixe
Covid-19
22 de fev. de 2021, 14:00
— Susete Rodrigues/AO Online
Numa reunião, que teve lugar no
domingo, entre a Câmara da Ribeira Grande, a Junta de Freguesia de
Rabo de Peixe,a Autoridade de Saúde Concelhia, o Instituto de
Segurança Social dos Açores e a PSP, "conclui-se que a cerca
sanitária naquela freguesia deve ser levantada, sendo substituída,
esta medida, por uma intervenção localizada e próxima das
habitações referenciadas", refere nota da autarquia a dar conta das conclusões da reuniões.
A intervenção localizada “deverá
ser realizada pelas equipas multidisciplinares, sendo que os
elementos da PSP deverão ser integrados nestas equipas, por forma a
agilizar a notificação de eventuais situações de incumprimento de
isolamento/confinamento profilático”, diz nota, acrescentando que a PSP “comprometeu-se
a articular com o Departamento de Investigação e Ação Penal, no
sentido de agilizar a legitimação da ação desta força policial
na atuação eficaz e eficiente no que concerne a esta área de
atuação.
É proposto, também, a colocação de
postos fixos e em permanência em áreas estratégicas, já
identificadas, compostas por elementos da PSP, e/ou mistas, incluindo
elementos da junta de freguesia e câmara municipal, destacados nas
referidas ruas.
Manter a atuação das equipas
multidisciplinares no terreno, de forma a garantir que é feita a
vigilância a todas as habitações sinalizadas e garantir que todas
as necessidades são identificadas e supridas.
No que respeito a eventuais
realojamentos, a nota recorda que a equipa multidisciplinar já
realiza a abordagem aos indivíduos e agregados identificados no
sentido de propor a sua realocação. “Contudo, as mesmas não se
têm mostrado recetivas a esta resposta, preferindo cumprir o
isolamento nas suas casas. No entanto, nas situações em que se
justifica, e devidamente avaliadas, quando se verifica a anuência
dos indivíduos/famílias, é realizado o alojamento em unidade
hoteleira”.
Segundo explica ainda, a nota, os casos
positivos encontram-se identificados e delimitados a 28 habitações,
concentradas nas ruas de São Paulo, São Marcos, São Mateus, Santo
António, São José, Santo Agostinho e Boa Viagem), acrescentando
que os últimos contágios identificados, “a grande maioria
prende-se com uma cadeia de contágio sinalizada, composta por um
agregado familiar de 15 elementos, que originou foco de transmissão
familiar aos restantes membros da família alargada, sendo esta
bastante extensa e que estão perfeitamente referenciados”.
Quanto aos incumprimentos, a equipa
“identifica três situações crónicas relacionadas com
dependências. No entanto, já foram agilizadas respostas para suprir
estas situações em concreto”.
Diz ainda a nota que as conclusões desta reunião foram enviadas ao Governo Regional.