Para lá dos depósitos a prazo: o que saber antes de investir em ETF
CONTEÚDO PATROCINADO
Hoje 11:45
— XTB Portugal
Em Portugal, poupar é, para muitas famílias, sinónimo de depósitos a prazo. De facto, de acordo com o Banco de Portugal (BdP), 55% dos depósitos dos particulares eram a prazo em agosto de 2026, a proporção mais elevada da Zona Euro.Quem pondera outras formas de aplicar a poupança, como os ETF, deve começar por perceber o que é um ETF e como funciona, porque a lógica é muito diferente da de um depósito, visto que não há capital garantido nem rendimento conhecido à partida.Este artigo explica as diferenças entre um ETF e um depósito a prazo, os riscos, os custos e como investir neste instrumento.O que dizem os números relativamente aos depósitos a prazo em PortugalOs depósitos a prazo têm vantagens claras: o rendimento fica definido no contrato e o capital está coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) até 100.000 € por depositante e por instituição de crédito.A remuneração, porém, tem sido modesta. Segundo dados do BdP, em agosto de 2026, a taxa média dos novos depósitos a prazo foi de 1,63% em Portugal, contra 2,18% na Zona Euro. O supervisor recorda ainda que, desde 2021, as taxas dos depósitos ficaram, em geral, abaixo da inflação, o que reduziu o poder de compra das poupanças.Perante este cenário, é natural que alguns aforradores procurem alternativas com potencial de rendimento superior ao dos depósitos, sendo que é aqui que os ETF podem ser uma opção a considerar.Como funciona um ETF e o que o distingue de um depósitoEm termos simples, um ETF é um fundo negociado em bolsa que replica habitualmente um índice e permite deter, numa só operação, uma carteira de vários ativos.Embora esta diversificação reduza o impacto de uma única empresa com mau desempenho, não protege contra uma queda generalizada do mercado.Ao contrário dos depósitos a prazo, não existe uma taxa garantida, porque o resultado depende da evolução dos preços e, nalguns casos, dos dividendos.As principais diferenças entre ETF e depósitos a prazoA seguinte comparação é genérica, sendo que cada produto tem condições próprias:Rendimento: no depósito, a taxa é conhecida de antemão. No ETF, o resultado depende do mercado e pode ser negativo;Capital: o depósito beneficia da garantia suprarreferida, enquanto o ETF não tem capital garantido. O Sistema de Indemnização aos Investidores (SII), até 25.000 € por investidor, entra em ação se o intermediário financeiro falhar, mas não cobre perdas de mercado;Liquidez: mobilizar um depósito antes do prazo pode implicar penalização de juros, consoante o contrato. Um ETF pode ser vendido em horário de bolsa, mas a um preço inferior ao de compra;Custos: o ETF tem custos de gestão, spreads e comissões da corretora, que reduzem o resultado;Moeda: alguns ETF investem em ativos cotados noutras moedas, o que acrescenta risco cambial.Os riscos a ter em conta antes de investir em ETFÉ importante sublinhar que, ao investir em ETF, pode perder parte ou a totalidade do capital investido. O risco de mercado é o principal, mas não o único:Concentração: os ETF setoriais ou temáticos dependem de poucos segmentos ou empresas e podem oscilar mais do que um índice abrangente;Diferença de acompanhamento: o desempenho do ETF pode afastar-se do índice devido aos custos e ao método de replicação;Liquidez: em ETF menos negociados, a diferença entre o preço de compra e de venda pode ser maior;Encerramento: a gestora pode liquidar um fundo que fique demasiado pequeno.Como investir em ETF: o que preparar antes da primeira compraNa prática, comprar um ETF implica ter uma conta num intermediário financeiro com acesso ao mercado, depositar fundos e dar uma ordem de compra, tal como se faz com uma ação.A preparação pesa mais do que a execução, sendo que há vários pontos a esclarecer antes de decidir:Objetivos e horizonte: defina para que servirá o dinheiro, em quanto tempo pode precisar do mesmo e que perdas consegue suportar;Documentação: leia o Documento de Informação Fundamental (DIF) do ETF, que apresenta o indicador de risco, os custos e os cenários de desempenho;Características do fundo: confirme o índice replicado, a moeda de cotação, o TER (Total Expense Ratio, ou rácio total de despesas) e a liquidez;Intermediário: verifique se a entidade através da qual vai investir está autorizada a operar em Portugal e quais as comissões que cobra;Diversificação: evite concentrar a poupança num único ativo ou setor.Depois de investir, vale a pena rever periodicamente a carteira e os custos, para garantir que continuam alinhados com os seus objetivos e o seu perfil de risco.Decidir começa por compreenderOs depósitos a prazo e os ETF desempenham funções distintas: enquanto o primeiro oferece um rendimento conhecido e proteção do capital dentro dos limites legais, o segundo dá acesso aos mercados, com risco de perda.É por isso que, antes de qualquer decisão, é importantíssimo saber o que é um ETF e como funciona e confrontar essas respostas com os seus objetivos, o seu horizonte temporal e a sua tolerância ao risco.Este artigo constitui material publicitário divulgado em nome da XTB, S.A. com fins promocionais. Os instrumentos financeiros mencionados envolvem risco. Invista com responsabilidade.⎯A XTB é uma corretora europeia cotada em bolsa, com sucursal em Portugal autorizada pela CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), registada sob o n.º 341, operando num ambiente regulado e acessível a investidores portugueses.Os CFD são instrumentos complexos e apresentam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido ao efeito de alavancagem. 77% das contas de investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFD com este distribuidor.Deve considerar se compreende como funcionam os CFD e se pode correr o elevado risco de perda do seu dinheiro.