Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude no Panamá onde anunciará próximo país a acolher o evento
22 de jan. de 2019, 10:58
— Lusa/AO Online
No final destas jornadas, o papa anunciará o próximo país a receber os jovens. Portugal é uma das possibilidades.A
08 de janeiro o secretário-geral da Conferência Episcopal Portuguesa
disse que a ligação e o bom relacionamento com países de África poderão
ser “mais-valias” na candidatura, assim como a “hospitalidade” nacional.
Em dezembro, o
‘site’ Religionline avançou que as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ)
de 2022, presididas pelo papa, vão realizar-se em Portugal, adiantando
que a região de Lisboa “acolherá os atos principais, nomeadamente o fim
de semana de celebração. O
Religionline, que citava “várias fontes eclesiásticas”, afirmava que o
anúncio oficial será feito no Panamá, nas próximas JMJ, que decorrem de
22 a 27 de janeiro, e nas quais estará presente o cardeal patriarca de
Lisboa, Manuel Clemente, e outros bispos portugueses, para receberem a
passagem de testemunho do papa e do bispo da Cidade do Panamá.O
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estará também
presente nas jornadas, deslocando-se ao Panamá entre os dias 25 e 27.Perante
a possibilidade de Portugal acolher este encontro mundial de jovens
católicos em 2022, Marcelo Rebelo de Sousa disse também em dezembro que
“seria uma magnífica notícia”, adiantando, contudo, que é necessário
aguardar pela “palavra do papa Francisco”.
“Seria uma magnífica notícia para Portugal, mas vamos esperar se se
confirma porque há mais candidatos”, acrescentou o chefe de Estado.Depois
de Rio de Janeiro em 2013, o ano da sua eleição e de Cracóvia em 2016,
Jorge Bergoglio, 82 anos, vai participar na terceira Jornada Mundial da
Juventude do seu papado num pequeno país de quatro milhões de pessoas, o
primeiro da América Central a receber o evento.Antes
do lançamento desta 34ª edição das Jornadas Mundiais da Juventude
(instituída por João Paulo II), o papa Francisco pediu aos jovens,
através de uma mensagem em vídeo, que se colocassem a serviço dos outros
"."Muitos
jovens, crentes ou não-crentes, no final de um período de estudo,
expressam o desejo de ajudar os outros, fazer algo por aqueles que
sofrem, tal é a força dos jovens, sua força para todos, quem pode mudar o
mundo ", disse na mensagem.O
primeiro papa argentino e latino-americano da história não deixará de
abordar questões como a pobreza, a corrupção ou a emigração. "Os
nossos jovens precisam, especialmente na América Central, de
oportunidades para enfrentar a dura realidade que os obriga a emigrar ou
cair nas mãos de narcotraficantes", disse o arcebispo do Panamá, José
Domingo Ulloa, ao passar por Roma.A
sétima viagem do Papa em terras latino-americanas incluem encontros com
autoridades do governo do Panamá e com os bispos do país antes de um
primeiro encontro com os jovens.No
momento em que deixará o país, no domingo dia 27, Francisco também
visitará um centro para jovens com VIH, bem como uma prisão juvenil.A
sua viagem é uma continuação da assembleia mundial de bispos (sínodo)
dedicada especificamente aos jovens em outubro de 2018, durante a qual
os prelados foram chamados a ouvir melhor uma geração que foge da
Igreja.Na sua
última viagem, à Estónia, o papa também observou que os jovens "estão
indignados com escândalos sexuais e económicos, contra os quais não veem
uma clara condenação".Os
escândalos têm vindo a adensar-se. Em janeiro de 2018 o papa visitou o
Chile, uma viagem que se tornou num ponto de viragem no seu papado uma
vez a esta se segui a renúncia de todos os bispos chilenos na sequência
de casos de abusos.Desde
então, Francisco tem afirmado a necessidade de combater a pedofilia na
igreja tendo marcado para o final de fevereiro, no Vaticano, uma reunião
mundial de presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo
sobre a "proteção de menores" dentro da Igreja.