Papa manifesta preocupação com agravamento do conflito no Médio Oriente
1 de set. de 2024, 17:14
— Lusa
“Dirijo os meus
pensamentos com preocupação para o conflito na Palestina e em Israel,
que corre o risco de se alastrar a outras cidades palestinianas”, disse
Francisco durante a oração dominical do Angelus, à janela do Palácio
Apostólico, perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.O
Papa insistiu na necessidade de se continuarem as negociações para uma
trégua e para um “cessar-fogo imediato”, reiterando o pedido de
libertação dos reféns israelitas ainda detidos pelo Hamas.Francisco
exigiu ainda que “a população de Gaza seja ajudada, onde tantas doenças
se estão a espalhar, incluindo a poliomielite”.“Que
haja paz na Terra Santa, que haja paz em Jerusalém, que a Cidade Santa
seja um local de encontro, onde cristãos, judeus e muçulmanos se sintam
respeitados e acolhidos, e ninguém questione o ‘staqus quo’ nos seus
respetivos lugares sagrados”, acrescentou o Papa.Francisco
lamentou também que mais de um milhão de pessoas tenham ficado sem água
nem eletricidade na Ucrânia devido aos ataques russos às
infraestruturas energéticas no país, que provocaram mortos e feridos.“Lembremos que a voz dos inocentes é sempre ouvida por Deus, que não fica indiferente ao seu sofrimento”, acrescentou.Na
última semana, Israel lançou uma operação militar em grande escala no
território palestiniano da Cisjordânia, sob ocupação israelita desde
1967, onde ocorreram confrontos mortais e fortes incursões do Exército
em cidades palestinianas como Tulkarem e Jenin.Esta
situação suscita receios de que a intensidade do conflito na Faixa de
Gaza possa alastrar à Cisjordânia, onde o nível de violência é
extremamente elevado desde o início da guerra entre o Hamas e Israel, em
07 de outubro de 2023.Israel declarou
naquela data uma guerra na Faixa de Gaza para erradicar o Hamas depois
de este ter realizado em território israelita um ataque que matou mais
de 1.200 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da agência
de notícias France-Presse, baseada em números oficiais israelitas.Desde
2007 no poder em Gaza e classificado como organização terrorista pelos
Estados Unidos, a União Europeia e Israel, o Movimento de Resistência
Islâmica (Hamas) fez também 251 reféns.Segundo
as Forças de Defesa de Israel, dos reféns, perto de cem foram
libertados no final de novembro, durante uma trégua, em troca de
prisioneiros palestinianos, permanecendo dezenas detidos e outros
morreram.