Papa lembra vulnerabilidade das crianças sem documentos na fronteira com EUA

3 de fev. de 2025, 13:05 — Lusa/AO Online

O papa falava na abertura de um encontro sobre os direitos das crianças que se realiza no Vaticano intitulada "Amemo-los e protejamo-los" e na qual participarão a rainha Rania da Jordânia, o imã da mesquita de Al Azhar (Egito) Ahmed Al Tayeb, o economista Mario Draghi e o filósofo argentino Miguel Benasayag, entre outras personalidades.O objetivo é “abrir novos caminhos para resgatar e proteger crianças cujos direitos são ignorados todos os dias”.Francisco lembrou que "aproximadamente 150 milhões de crianças no Mundo não têm existência legal”.“Isso é um obstáculo ao acesso à educação ou à assistência médica, mas, acima de tudo, não há proteção legal e podem facilmente ser vítimas de abuso ou vendidas como escravas. As crianças sem documentos na fronteira com os Estados Unidos são as primeiras vítimas desse êxodo de desespero e que são a esperança dos milhares que vêm do Sul para os Estados Unidos”, referiu.As palavras do Papa surgem após a política dura do presidente dos EUA, Donald Trump, contra migrantes, que já levou à expulsão de milhares de pessoas.O governo Trump também se prepara para revogar o estado legal de muitos migrantes que entraram nos Estados Unidos sob um programa de residência temporária do ex-presidente Joe Biden.Estima-se que a medida afete migrantes da Nicarágua, Cuba, Venezuela e Haiti, entre outros.