Papa Francisco diz que Portugal mostrou que é possível alternativa à guerra
JMJ
9 de ago. de 2023, 10:57
— Lusa/AO Online
"Enquanto
na Ucrânia e noutras partes do mundo há combates, e enquanto em certas
salas escondidas se planeia a guerra, a JMJ mostrou a todos que um outro
mundo é possível: um mundo de irmãos e irmãs, onde as bandeiras de
todos os povos voam juntas, lado a lado, sem ódio, sem medo, sem armas",
disse.O líder da Igreja Católica falava
durante a audiência geral de quarta-feira no Vaticano, na qual fez o
balanço da sua visita a Portugal para a Jornada Mundial da Juventude,
que contou com a participação de cerca de 1,5 milhões de pessoas e se
realizou entre 01 e 06 de agosto.Na mesma
intervenção, o Papa Francisco questionou-se depois se a "mensagem clara
dos jovens" será ouvida pelos "grandes da terra"."Esperamos
que o mundo inteiro os ouça e veja que estão a avançar", acrescentou,
afirmando que a JMJ mostrou ser possível "uma alternativa à guerra".Francisco
dirigiu ainda algumas palavras de encorajamento ao povo ucraniano:
"Muitos de vós vão em peregrinação a Jasna Góra (Polónia) e a outros
santuários marianos, por isso confio-vos um desejo que trago no coração:
o desejo de paz no mundo (...). Rezai por este dom inestimável,
especialmente pela amada e atormentada Ucrânia".O Papa assegurou ainda que durante a deslocação a Fátima rezou pela paz."Durante
as JMJ voltei a Fátima, ao local da aparição, e juntamente com alguns
jovens doentes rezei para que Deus curasse o mundo das doenças da alma:
orgulho, mentira, inimizade, violência. O mundo está doente com estas
doenças", disse."Rezei pela paz, porque há
tantas guerras em todas as partes do mundo", acrescentou naquela que
foi a primeira audiência geral após a pausa de julho.O
Papa já tinha adiantado, durante o voo de regresso a Itália, que quando
esteve no santuário de Fátima - onde não leu o discurso nem a oração
que tinha preparado - apesar de ser esperado um apelo público à paz,
decidiu fazê-lo em silêncio e sem o publicitar.Disse
ainda que encontrou "um grupo de jovens ucranianos que trouxeram
histórias de dor" para a JMJ, adiantando que o encontro "não era uma
viagem de férias, uma viagem turística, mas um encontro com Cristo"Depois
de garantir que "a sua saúde está ótima" e que não tem problemas de
visão, disse que cortou ou não leu os discursos em algumas cerimónias da
JMJ para comunicar melhor com os jovens. A jornada, cuja próxima edição ocorrerá em 2027, em Seul, é considerada o maior evento da Igreja Católica.