Papa Francisco chega à Indonésia, país com mais muçulmanos do mundo
3 de set. de 2024, 12:15
— Lusa/AO Online
O
voo da Ita Airways que transportou o papa, a delegação do Vaticano e 75
jornalistas aterrou no aeroporto internacional de Jacarta pouco antes
das 11:30 (05:30 em Lisboa), após 13 horas de voo, como previsto.O
papa foi recebido no aeródromo pelo ministro dos Assuntos Religiosos da
Indonésia, Yaqut Cholil Qoumas, e vai passar o resto do dia a descansar
do voo e a habituar-se à diferença horária. Na
quarta-feira, inicia a agenda oficial na Nunciatura, onde vai
permanecer em Jacarta durante os próximos dias, e vai cumprimentar
alguns dos imigrantes e pobres atendidos pela Comunidade de Sant'Egídio
no país.De acordo com as autoridades
indonésias, cerca de 4.300 soldados e 4.700 agentes da polícia, bem como
franco-atiradores, foram destacados para garantir a segurança do papa
durante os vários eventos no país asiático, entre 03 e 06 de setembro. O líder católico, de 87 anos e com uma saúde frágil, é também acompanhado por membros da Guarda Suíça do Vaticano.Este
é o terceiro papa a visitar a Indonésia, depois de Paulo VI, em 1970, e
João Paulo II, em 1989, e espera-se que Francisco destaque o diálogo
com o Islão e as religiões do arquipélago, bem como a luta contra as
alterações climáticas.Durante a visita,
Francisco vai reunir-se com o Presidente cessante, Joko Widodo, e com
representantes religiosos, além de participar num evento inter-religioso
na mesquita Istiqlal, em Jacarta, e celebrar missa no estádio Gelora
Bung Karno, que deve contar com a presença de 80 mil pessoas.Os
católicos representam apenas 3,1% dos 270 milhões de habitantes da
Indonésia, mas esta continua a ser a terceira maior população católica
da Ásia, depois das Filipinas e da China, enquanto os muçulmanos
representam 89,4%.A Indonésia, que
geralmente pratica um tipo de Islão moderado, tem assistido a um aumento
da influência de grupos radicais nas últimas duas décadas, embora estes
tenham estado menos ativos nos últimos anos, de acordo com a agência de
notícias EFE.Francisco, que tem problemas
de mobilidade que o obrigam a usar uma cadeira de rodas, vai visitar
ainda Papua Nova Guiné, Timor Leste e Singapura, naquela que é a mais
longa viagem que fez enquanto papa.