Papa evoca aparições de Fátima e pede oração do Rosário em tempos de pandemia
7 de out. de 2020, 11:33
— Lusa/AO Online
“Nossa Senhora, nas suas aparições exortou muitas vezes à recitação do
Rosário, especialmente perante as ameaças que pairavam sobre o mundo.
Também hoje, neste momento de pandemia, é necessário ter o Rosário nas
mãos, rezando por nós, pelos nossos entes queridos e por todas as
pessoas”, disse Francisco, durante as saudações aos peregrinos que se
reuniram, pela primeira vez desde o confinamento, no Auditório Paulo VI,
no Vaticano. O regresso à sala das
audiências, com milhares de pessoas, aconteceu após cinco encontros, em
setembro, no Pátio de São Dâmaso, ao ar livre, escreve a Eclésia.
As saudações do Papa, para os peregrinos de vários países reunidos no
Vaticano, recordaram a celebração, neste dia 07 de outubro, da festa de
“Nossa Senhora do Rosário”. “Convido
todos a redescobrir, especialmente durante este mês de outubro, a beleza
da oração do Rosário, que alimentou a fé do povo cristão ao longo dos
séculos”, declarou. Francisco dirigiu-se, em particular, aos peregrinos e ouvintes de língua portuguesa, de acordo com a agência.
“Convido-vos a tomar o Rosário nas mãos todos os dias e erguer o vosso
olhar para Nossa Senhora, sinal de consolação e esperança segura. Que a
Virgem Santa ilumine e proteja toda a peregrinação da vossa vida até à
Casa do Pai”, disse. O Santuário de Fátima
vai assinalar, a 13 de outubro, o aniversário da sexta aparição de
Maria aos videntes, na Cova da Iria, em 1917, onde estiveram entre 50 a
70 mil peregrinos. “Nesta aparição, Nossa
Senhora anunciou aos videntes o fim da guerra, deixou apelos à
conversão, à reparação e à oração do Rosário, segundo se lê no relato
que Lúcia de Jesus deixou no seu livro de memórias”, informou a
instituição, citada pela Eclésia. Foi nesta data que também aconteceu o “milagre do sol”.
O Papa retomou, nesta audiência, o ciclo de catequeses sobre a oração,
centrando-se na figura do profeta Elias, que considerou “uma das
personagens mais fascinantes de toda a Sagrada Escritura”.
“Ele é o exemplo de todas as pessoas de fé que conhecem tentações e
sofrimentos, mas não deixam de viver à altura do ideal para o qual
nasceram. A oração é a seiva que alimenta constantemente a sua
existência”, observou. Francisco pediu
cristãos “zelosos”, capazes de agir diante dos responsáveis políticos,
como fez Elias, para dizer: “Isto não pode ser feito, isto é um
assassínio”. “A prova da oração é o amor
concreto pelo próximo. E vice-versa: os crentes agem no mundo depois de,
primeiro, se terem calado e rezado; caso contrário, a sua ação é
impulsiva, desprovida de discernimento, é um correr ofegante, sem meta”,
acrescentou. O Papa destacou que, na oração, se recuperam, “como que por milagre, a serenidade e a paz”.