Papa adverte que política não serve o povo se excluir "os que estão prestes a nascer”

Hoje 15:07 — Lusa

Leão XIV fez estas observações ao receber jovens que participaram no projeto “Uma Humanidade, Um Planeta”, um programa bienal de formação em ação política promovido pela organização Nova Humanidade do Movimento dos Focolares, em colaboração com a Comissão Pontifícia para a América Latina.“Convido-vos a refletir sobre o facto de que não haverá paz sem pôr fim à guerra que a humanidade trava contra si mesma, descartando os fracos, excluindo os pobres, permanecendo indiferente aos refugiados e aos oprimidos. Só aqueles que se preocupam com os mais vulneráveis ​​entre nós podem realizar coisas verdadeiramente grandiosas”, afirmou o Papa aos jovens.O pontífice norte-americano recordou as palavras da madre Teresa de Calcutá, quando alertou que “o maior destruidor da paz é o aborto”.Segundo o Papa, “a sua voz continua a ser profética”, observando que “nenhuma política pode servir o povo se excluir da vida os que estão prestes a nascer, se não auxiliar os que sofrem com as necessidades materiais e espirituais”.Leão XIV insistiu que é urgente que os jovens dediquem as suas energias à paz, “especialmente em tempos assolados por tanta injustiça, violência e guerra”.Nesse sentido, referiu que o seu papel como líderes implica uma crescente responsabilidade pela paz, “não apenas entre as nações, mas também onde vivem, estudam e trabalham” todos os dias.“Sim, a paz é, antes de mais, uma dádiva, porque a recebemos daqueles que nos antecederam na história: é uma dádiva pela qual devemos estar gratos. A paz é um pacto que nos confia um compromisso comum: honrá-la quando existe e concretizá-la quando lhe falta”, defendeu.O Papa salientou ainda que a política desempenha “um papel social insubstituível” e exortou os jovens a encontrarem formas de participar na vida institucional dos estados.