Pandemia veio “reforçar necessidade” de inovação
Covid-19
17 de jun. de 2021, 10:15
— Lusa/AO Online
“Acho
que a tecnologia permite-nos monitorizar melhor o treino, a conhecer
melhor como está o atleta. Dá ferramentas ao treinador para planear os
treinos. Tem impacto também na forma como as competições são
organizadas, tornando-as num espetáculo maior”, explicou à Lusa.A
judoca falava em Lisboa à margem do seminário em inovação no desporto
promovido pela Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, na
qual foi oradora num dos sete painéis.Telma
Monteiro de 35 anos, refletiu sobre a perspetiva de uma atleta de alta
competição em relação à forma como a inovação está a alterar a maneira
como o desporto é jogado, visto e organizado.Segundo
a atleta, medalha de bronze no Rio2016, a inovação “tem influência na
preparação” porque afeta o próprio calendário, uma vez que com mais
torneios e mais provas, bem como estágios de preparação, a exigência
aumenta.“A covid-19 veio reforçar essas
necessidades [de inovação]. Muitas pessoas treinavam por videochamada, e
essa tecnologia permitiu algum contacto e sanidade mental. Se
tivéssemos [este problema] há 15 anos atrás, as coisas tinham sido muito
mais complicadas”, recorda.A pandemia, de
resto, retirou a possibilidade das habituais viagens para estágios
internacionais, onde os atletas encontravam “os principais adversários e
podiam evoluir juntos”, mas “com melhores condições criadas pela
inovação”, esse aspeto “agora mais vincado vai ser colmatado”.O
impacto “habitualmente pelo lado positivo” da inovação nota-se não só
na tecnologia, diz, mas também em melhores condições ao nível dos
materiais ou da monitorização do treino, o que leva a “melhorias de
performance”.Definida como uma das
“prioridades” da presidência portuguesa na área, a inovação no desporto
faz parte do Plano de Trabalho da UE para o período 2021-2024 e o
objetivo do seminário é “prolongar a discussão e lançar as bases para
uma maior reflexão e ação sobre o tema”.Ao
juntar os vários componentes do setor, pretende-se discutir
“experiências, visões, projetos e políticas” e partilhar conhecimento e
boas práticas.