"Pandemia evidenciou papel da agricultura e das pescas"
20 de jul. de 2020, 16:51
— Susete Rodrigues/AO Online
Citada em comunicado, a deputada refere que "esta
pandemia sublinhou em particular a importância de termos um sistema
alimentar sólido, que funcione independentemente das circunstâncias,
que garanta o acesso a alimentos seguros e nutritivos e a preços
acessíveis e sustentáveis para os cidadãos”.Desempenhando
os setores da agricultura e das pescas um contributo relevante para o
crescimento da economia, a vice-presidente do GPPS alertou ainda para
o reforço destas áreas cuja atuação se relaciona com a “produção
de riqueza, a criação de emprego, a promoção dos nossos produtos,
o combate às desigualdades, a garantia de um desenvolvimento coeso
do território, o aumento das oportunidades e a valorização das
pessoas”, identificando para tal, quatro áreas estratégicas nas
quais se deve continuar a apostar no futuro.
Ao
nível da inovação, a deputada socialista destacou a aposta do
Ministério da Agricultura na criação de uma agenda de inovação
para a agricultura 2030, apostando num desenvolvimento tecnológico e
inovador que irá permitir “criar mais valor e mais produção, mas
de uma forma sustentável”, correspondendo ainda às exigências do
pacto ecológico “que quantificou metas e estabeleceu desafios
ambiciosos com implicações na agricultura e no mar”.
No que diz respeito à promoção da produção nacional, Lara Martinho deu
como exemplo a campanha ‘Alimente quem o alimenta’ que,
envolvendo mais de 1000 produtores, reforçou a valorização da
produção incentivando ao consumo de produtos nacionais. Apostando
igualmente na internacionalização, a deputada
sublinhou a prioridade do Governo na abertura de novos mercados:
“Portugal
está representado em mais de 60 países para onde pode exportar
cerca de 250 tipos de produtos, e está em negociação a abertura de
cerca de 60 mercados para viabilização de exportação de cerca de
300 produtos, estando ainda o Governo a trabalhar numa estratégia de
retoma da internacionalização”.
A parlamentar alertou, ainda, para
a importância do plano
de recuperação e o novo orçamento europeu materializarem a
relevância que estes setores demonstraram ter na resposta a esta
crise, sublinhando continuarem a reivindicar “uma Política Comum
das Pescas que incentive um setor pesqueiro dinâmico, que apoie a
renovação geracional e assegure um nível de vida justo para as
comunidades costeiras”, bem como uma Política Agrícola Comum pós
2020, que seja “mais
justa e inclusiva, preocupada com a preservação dos recursos
naturais e que represente uma resposta concertada para a mitigação
e adaptação às alterações climáticas, em linha com o Pacto
Ecológico e com a estratégia do Prado ao Prato”, sem esquecer o
reforço dos apoios para as Regiões Ultraperiféricas, nomeadamente
o POSEI.