Pandemia condiciona mais uma vez festividades em Belém
25 de dez. de 2021, 12:15
— Lusa/AOonline
Local
de nascimento de Jesus, de acordo com a tradição cristã, Belém costuma
receber milhares de turistas e peregrinos estrangeiros no Natal. Mas
esta cidade ocupada da Cisjordânia, mais uma vez, teve de se contentar
com as comemorações num comité seletivo, Israel - que controla o acesso a
este território palestiniano - fechou as fronteiras para limitar a
propagação da variante Ómicron."É tão diferente de outros anos, quando estava lotado", afirma Kristel Elayyan, que veio de Jerusalém. "Oh,
meu Deus, uma estrangeira, dizemos a nós mesmo agora quando nos
encontramos um", sorri esta holandesa casada com um palestiniano.O Natal na era do coronavírus é uma "experiência interessante" e "agradável", admite, mas não se deve tornar um hábito."Para
uma cidade como Belém, que depende inteiramente do turismo, a pandemia
tem sido extremamente difícil. Mal podemos esperar para ver os turistas
novamente".A
ministra do Turismo da Palestina, Rula Maayah, está satisfeita que este
ano, "graças às vacinas", a cidade esteja a comemorar novamente, após
uma edição 2020 confinada.Na
homilia da missa da meia-noite, celebrada na igreja de Santa Catarina
em Belém, o administrador apostólico do patriarcado latino de Jerusalém,
Pierbattista Pizzaballa, congratulou-se por as celebrações serem
"certamente mais alegres" que no ano anterior."Em
comparação com o Natal de 2020, os participantes são muito mais
numerosos e este é um sinal encorajador", declarou perante uma
assembleia inteiramente com máscaras, mas lamentando a ausência de fiéis
estrangeiros."Rezamos
por eles e pedimos que rezem por nós, para que esta pandemia acabe logo
e que a cidade de Belém fique novamente repleta de peregrinos, como
antes".Na
Basílica da Natividade, os visitantes tiveram a oportunidade durante o
dia de fazer o recolhimento quase sozinhos na gruta onde Jesus nasceu."Surreal",
admitiu Hudson Harder, um estudante norte-americano de 21 anos.
"Egoisticamente, dizemos que é ótimo ver este lugar tão vazio", disse o
jovem. "Mas, por outro lado, temos pena das lojas, do dinheiro que perdem. É bastante trágico", considerou.