PAN questiona Governo dos Açores sobre distribuição gratuita de produtos menstruais
11 de abr. de 2025, 12:15
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado do partido, a representação parlamentar do PAN/Açores
entregou esta semana um requerimento ao Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) a solicitar esclarecimentos sobre o cumprimento de
medidas relativas à saúde feminina, destinadas "ao combate da pobreza
menstrual", designadamente distribuição de copos e cuecas menstruais
gratuitas nas unidades de saúde, que permitem, ainda, combater a
produção de resíduos.O deputado único do
partido no parlamento açoriano, Pedro Neves, disse que este "é um tema
permeado por tabus na sociedade – com ideais patriarcais muito
enraizados, que não afeta apenas a saúde física e mental das raparigas,
jovens e mulheres, como também origina repercussões diretas na sua
educação e participação ativa no mercado de trabalho".No
seu entender, "o escasso acesso a produtos menstruais adequados pode
levar a ausências escolares e profissionais, perpetuando ciclos de
desigualdade, pelo que urge uma abordagem prática que fomente a
literacia e desmistifique estigmas".Além
disso, "os produtos menstruais descartáveis, de utilização única,
possuem forte impacte ambiental, não só devido à utilização única dos
produtos, que promove o acréscimo da produção de resíduos não
reutilizáveis, como o facto de conterem plásticos e elementos tóxicos
para a saúde ambiental e feminina", lê-se na nota.O
PAN/Açores pretende obter esclarecimentos junto da tutela sobre quais
as medidas implementadas para garantir a disponibilização gratuita de
produtos menstruais em todas as unidades de saúde da Região, entre 2022 e
2025, bem como as unidades de saúde que se encontram a proceder à
distribuição de copos e cuecas menstruais.Pedro
Neves, porta-voz regional do PAN, sustentou que “a pobreza menstrual é
uma questão de saúde pública que afeta muitas mulheres, privando-as de
dignidade e acesso a cuidados adequados durante o seu ciclo menstrual"."O
acesso à saúde menstrual deve ser encarado como um direito humano
inalienável, e não como uma opção, tornando-se, por isso, imperativo que
sejam tomadas medidas efetivas que garantam o acesso a produtos
menstruais apropriados e sustentáveis”, defendeu o deputado, citado na
nota de imprensa.