PAN quer “independência alimentar” e propõe isenção de IVA para produção regional
Açores/Eleições
13 de out. de 2020, 12:31
— Lusa/AO Online
“[Para]
os outros partidos que falam de autonomia, passa pelo representante da
República. Para o PAN passa, sem dúvida, por uma independência
alimentar, por uma independência energética, e é isso que o PAN quer
reforçar”, afirmou hoje o porta-voz regional do partido, Pedro Neves, no
âmbito da campanha para as legislativas regionais.O
partido Pessoas-Animais-Natureza considera essencial que haja uma
“diversificação cada vez maior da monocultura, uma agricultura familiar,
sustentável, que haja um benefício fiscal para as empresas que comprem
produção agrícola regional e que haja uma ecotaxa para as importações
que vêm dos mercados externos”.Pedro Neves
concretizou que esse benefício fiscal deve assumir a forma de “isenção
total de IVA” (imposto sobre o valor acrescentado) para os produtos
regionais, uma medida que assume que deve ser temporária.“É
uma política de choque e é uma política que, durante quatro anos, tem
de existir, para que as pessoas mudem um pouco a filosofia de olharem
para os produtos regionais, com uma qualidade soberba”, considerou,
acrescentando que a proposta permitiria “ter um valor acrescentado desse
produto e que esse produto tenha um selo verdadeiramente sustentável”.O
candidato do partido às eleições regionais pelos círculos de São Miguel
e compensação reuniu-se hoje com a Cooperativa de Economia Solidária
Cresaçor, na freguesia da Fajã de Baixo, em Ponta Delgada.Sobre
o trabalho desenvolvido pela organização, destacou a importância da
economia solidária e da economia circular, numa altura em que, devido à
pandemia de covid-19, “se tem de dar um apoio cada vez maior às empresas
que estão agregadas à Cresaçor, também em termos da pobreza e exclusão
social", que o partido antevê que “será um problema para 2021”.A campanha eleitoral arrancou no domingo e decorre até 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.Nas
eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove
ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa
Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os
votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos
círculos de ilha.Ao todo, são 13 as forças
políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa
Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN,
Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.O PAN concorre por sete dos 10 círculos regionais, não apresentando listas nas ilhas de Santa Maria, Graciosa e Corvo.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.Estão inscritos para votar 228.572 eleitores.