PAN propõe a criação de Provedor Regional do Animal nos Açores
8 de fev. de 2021, 16:23
— Lusa/AO Online
No documento, o Partido das Pessoas,
dos Animais e Natureza, que tem um deputado no hemiciclo açoriano, Pedro
Neves, propõe a criação de um Provedor Regional do Animal dos Açores,
que “tem como missão a defesa e promoção do bem-estar animal,
nomeadamente através do acompanhamento da atuação dos poderes públicos
no cumprimento da legislação regional aplicável”.Esta
figura não tem “poder decisório ou capacidade sancionatória” e deve
exercer “a sua atividade em relação à atuação dos serviços integrados
dos órgãos municipais e órgãos regionais”, pode ler-se no documento, a
que a Lusa teve acesso.Para tal, deve agir
em “colaboração com os organismos municipais, regionais, associações,
instituições ou outras entidades cujo objeto seja a promoção do
bem-estar animal, sempre que tal seja proveitoso para o cumprimento da
sua atividade”.Segundo o decreto, o
provedor seria “designado pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma
dos Açores, por maioria de 2/3” e pode acumular funções, “desde que não
conflituantes ou incompatíveis com as funções de provedor”, auferindo
uma remuneração equiparada à de chefe de divisão, cargo de direção
intermédia de 2.º grau.As competências do
cargo incluem “receber queixas e sugestões” em matéria de bem-estar
animal, “encaminhar às entidades competentes informação que receba sobre
situações que coloquem em risco o bem-estar animal, indicando a
legislação regional aplicável”, “propor medidas necessárias à prevenção
de riscos (…) e assinalar as insuficiências da legislação (…), emitindo
recomendações para a sua interpretação, alteração, revogação ou para a
criação de nova legislação”.O responsável
deve, ainda, emitir “pareceres e recomendações na sequência de queixas e
sugestões” e informar sobre a legislação vigente na região.Deve
também ser ouvido sempre que estiver a ser discutida legislação ou
regulamentos sobre bem-estar animal, tendo um prazo de dez dias úteis
para se pronunciar, sendo que, antes de o fazer, deve ouvir as entidades
visadas.Esta é uma medida que já foi
implementada em municípios como Lisboa, Tavira e Almada, e tem como
objetivo garantir “o efetivo cumprimento da suprema salvaguarda do
bem-estar animal, o combate ao seu abandono e promoção de adoção,
vigilância e controle de zoonoses” e “a proteção da saúde pública”,
defende o PAN no documento.