PAN pede ao Governo “mais capacidade” para acolher propostas
OE2021
6 de out. de 2020, 16:54
— Lusa/AO Online
O ministro das
Finanças, João Leão, e o secretário de Estado dos Assuntos
Parlamentares, Duarte Cordeiro, estão hoje a apresentar aos partidos, na
Assembleia da República, as linhas gerais do Orçamento do Estado para
2021 e o quadro macroeconómico.Em
declarações aos jornalistas no final do encontro, a líder parlamentar do
PAN, Inês Sousa Real, assinalou que o partido “tem estado em diálogo
permanente com o Governo no sentido de tentar o acolhimento de várias
das suas preocupações para este Orçamento do Estado para 2021”.Apesar
de considerar que este “é um orçamento mais difícil”, a parlamentar
defendeu que “tem de haver aqui mais capacidade”, afirmando que “o
Governo tem mostrado alguma resistência naquilo que são as negociações e
alguma resistência naquilo que é o acolhimento das medidas”.“Nós
compreendemos que estamos num momento extraordinário e de maior
dificuldade do ponto de vista financeiro, mas estamos a falar de
propostas do PAN que são propostas responsáveis que visam ser
acomodáveis” com fundos nacionais e fundos comunitários, assegurou.Inês
Sousa Real advogou que “se este exercício de contas públicos e de
equilíbrio muitas das vezes é complexo, é difícil”, o orçamento pode ser
equilibrado “através de outras formas de combate não só à fraude
fiscal, à corrupção, como também a tributação a quem de facto polui”,
sendo possível “garantir que nesta fase tão difícil para o país que é
possível garantir o equilíbrio orçamental e dar resposta a quem mais
precisa”.“Para já, o PAN está disponível
para continuar com o diálogo. Resta-nos acompanhar nos próximos dias
aquela que será, ou não, a abertura do Governo para efetivamente acolher
as medidas propostas nas várias dimensões que, bem sabemos, são
fundamentais não só para o país como também para aproveitar os
investimentos que vêm da União Europeia”, destacou.Aos
jornalistas, a líder parlamentar aproveitou para lembrar algumas das
propostas que o PAN levou à negociação, como o prolongamento em 2021 dos
apoios ao programa ‘housing first’, para pessoas em situação de
sem-abrigo, mais investimento para os centros de recolha oficial de
animais, ou a criação de um portal da transparência para que os cidadãos
possam acompanhar os investimentos públicos.Não
esquecendo a crise climática, o PAN propõe também a criação de uma tara
para as máscaras descartáveis, medida para a qual “o Governo mostrou
abertura”.“Ainda não sabemos se vai estar,
contudo, na generalidade ou na especialidade, mas até aqui tem havido
abertura para essa medida”, concretizou.A
deputada congratulou ainda que esteja previsto na proposta de orçamento
um “apoio social de emergência”, preocupação que “desde o primeiro
momento o PAN também teve, para que as famílias não fiquem sem qualquer
rendimento”.“Bem sabemos que estas medidas
são fundamentais para acautelar que não existe um aumento mais
significativo do desemprego e da perda de rendimentos para as famílias”,
frisou Inês Sousa Real, sublinhando a importância de “que exista este
respaldo por parte do orçamento nestes apoios”.A votação na generalidade do OE2021 está marcada para 28 de outubro e a votação final global para 27 de novembro.