PAN considera que Presidente se precipitou e sugere novo Orçamento
27 de out. de 2021, 18:24
— Lusa/AOonline
Em
declarações aos jornalistas, nos corredores da Assembleia da República,
após o chumbo do Orçamento de Estado para 2022 (OE2022), Inês Sousa
Real foi questionada sobre se preferia que o Governo apresentasse um
novo documento ao invés do cenário de eleições legislativas antecipadas.
"Bom, isso
estará nas mãos do Presidente da República. Achamos que, efetivamente, o
Presidente da República se precipitou ao convocar, desde já, a ideia de
que irá dissolver a Assembleia da República", respondeu a deputada. Inês
Sousa Real acrescentou que, caso o país vá a eleições, o PAN
"apresentar-se-á evidentemente ao escrutínio do povo português, sem
qualquer receio". Questionada
diretamente sobre o que irá o partido comunicar ao chefe de Estado
neste contexto, a porta-voz disse que irá ouvir Marcelo Rebelo de Sousa
para "perceber quais são as soluções que estão em cima da mesa", mas
considerou que "há outras opções que podem e devem ser esgotadas"."Nomeadamente
a possibilidade de trazer um novo orçamento à Assembleia da República,
preferimos isso do que uma gestão em duodécimos , porque um novo
orçamento permite uma maior participação de todas as forças políticas na
construção de um orçamento, mas sabemos que o país não quer uma crise
orçamental e foi esse sentido de responsabilidade que nos levou a dar
pelo menos uma oportunidade de que este orçamento fosse discutido em
especialidade", sustentou. Inês
Sousa Real disse ainda que "está tudo nas mãos do senhor Presidente da
República" e que irá "aguardar pelo que será o futuro do país nos
próximos dias".Hoje,
em declarações aos jornalistas, logo após o chumbo do Orçamento do
Estado para 2022 na generalidade, o primeiro-ministro considerou que, "a
partir de agora, naturalmente, tendo a Assembleia da República tomado
esta decisão, que não permite avançar nas negociações do Orçamento, cabe
exclusivamente a sua excelência o senhor Presidente da República
avaliar esta situação e tomar as decisões que entenda dever tomar"."O
Governo, naturalmente, respeita as competências próprias do Presidente
da República, nenhum comentário terá a fazer às decisões do Presidente
da República. E cá estaremos para fazer o que for a decisão do senhor
Presidente da República : governar por duodécimos, se for essa a sua
decisão, ir ara eleições, se for essa a sua decisão", acrescentou
António Costa.