PAN considera que mais importante que mudar ministro é mudar políticas
Demissão Marta Temido
30 de ago. de 2022, 12:45
— Lusa/AO Online
“Aquilo que tem sido o desgaste do Serviço
Nacional de Saúde [SNS], a falta de respostas e até episódios mais
graves, como tem sido ao nível da saúde obstétrica e da emergência
maternoinfantil, levavam a que houvesse algum tipo de responsabilização
política”, afirmou Inês Sousa Real.A líder
e deputada única do PAN falava à agência Lusa a propósito da demissão
da ministra da Saúde, Marta Temido, noticiada hoje de madrugada.“Mas
aquilo que em nosso entender é mais preocupante é que não fiquemos
pelas demissões de ministros, porque por muito que se mude o titular, se
não mudarem as políticas e não passarmos a ter um maior investimento no
SNS e valorização dos seus profissionais, certamente que não iremos
conseguir ter um SNS mais robustecido e mais eficaz nas respostas”,
defendeu.A deputada do
Pessoas-Animais-Natureza espera que daqui para a frente “não se mantenha
tudo na mesma” e que o primeiro-ministro, António Costa, perceba que “é
fundamental que haja esta articulação do Ministério da Saúde com as
ordens profissionais e os sindicatos, e que deste diálogo seja
consequente a valorização dos profissionais de saúde”.A
demissão da ministra da Saúde Marta Temido, anunciada hoje de
madrugada, constitui a primeira baixa de ‘peso’ no XXIII Governo
Constitucional, que tomou posse há exatamente cinco meses, em 30 de
março. Marta Temido apresentou a demissão por entender que “deixou de ter condições” para exercer o cargo.A
demissão, já aceite pelo primeiro-ministro, foi noticiada de madrugada,
mas hoje de manhã fonte oficial do gabinete de António Costa disse à
Lusa que a substituição da ministra da Saúde "não será rápida",
adiantando que o chefe do Governo gostaria que fosse esta governante a
concluir o processo de definição da nova direção executiva do SNS.Marta
Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018,
sucedendo a Adalberto Campos Fernandes, e foi ministra durante os três
últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa.Numa
nota divulgada hoje, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de
Sousa, assumiu que aguarda o pedido de exoneração da ministra da Saúde e
a proposta de nomeação do seu substituto.