PAN assume consolidação do partido e avisa que não alinhará em "visões extremadas"
Açores/Eleições
26 de out. de 2020, 00:49
— Lusa/AO Online
“Finalmente
estamos no parlamento açoriano. Ao fim de quatro anos de muito trabalho
conseguirmos eleger representação parlamentar, graças à coragem e aos
votos das cidadãs e cidadãos açorianos, que se concretizou na eleição de
um deputado”, disse Pedro Neves, em conferência de imprensa depois de
conhecidos os resultados da noite eleitoral.Pedro
Neves, de 41 anos, assessor político e porta-voz do partidos nos
Açores, apresentou-se às eleições regionais como cabeça de lista do
partido pela ilha de São Miguel e candidato pelo círculo de compensação,
pelo qual foi eleito.De acordo com o
deputado, o PAN celebra hoje “a consolidação do partido na região”,
salientando que ficou agora demonstrado com o resultado, o contrário do
que “auguravam todos aqueles que diziam que o PAN não passava de um
partido de nichos de modas, sem visão política ou sem crédito junto da
população”.Pedro Neves avisou ainda que o
partido “não alinhara em visões extremadas ou afastadas da promoção de
igualdade e dos direitos sociais e humanos”, salientando que a visão do
partido é de “que um estado de direito democrático não é compatível com
políticas nacionalistas xenófobas, racistas, sexistas, capacitistas,
homofóbicas ou transfóbicas que impeçam a liberdade de expressão ou
religiosa”.O deputado do PAN assinalou
também a “redução da abstenção, apesar dos valores elevados”,
considerando que partidos como o PAN, “com mensagem políticas fora da
bolha bafienta e obsoleta, contribuíram para que mais pessoas, sem
dúvida, acreditassem que mesmo em contexto da pandemia é possível mudar
um sistema”.“Mesmo sem representação
parlamentar, a nossa presença foi sentida na apresentação de soluções.
Cá estaremos para ser a nova voz dos açorianos”, prometeu, frisando que o
partido é “um projeto que veio para ficar e para mudar a política
bafienta a obsoleta do parlamento regional”.Pedro
Neves enalteceu ainda a coragem dos açorianos, considerando que estes
estão “a perder o medo de abraçar projetos políticos democráticos
diferentes com uma visão de longo prazo e transversal inclusiva”.“O PS finalmente perdeu a minoria”, afirmou.