PAN/Açores vota contra Orçamento por “questão de princípio e responsabilidade”
27 de nov. de 2024, 18:20
— Lusa/AO Online
“Votar favoravelmente
este orçamento é compactuar com uma retórica conservadora, uma narrativa
desgastada e resistente à mudança, que perpetua políticas
ultrapassadas, ineficazes, das quais nos afastamos, difíceis de reverter
com as nossas propostas de alteração”, afirmou Pedro Neves.Segundo
o parlamentar, votar contra o Orçamento é para o partido “uma questão
de princípio e responsabilidade”, que espelha a sua convicção “em
priorizar políticas que realmente promovam o bem-estar da população,
protejam os animais e defendam o planeta”.“Não
abdicamos dos nossos compromissos e exigimos mais e melhor em prol de
um futuro mais sustentável para as gerações presentes e vindouras,
declarou no discurso proferido na Assembleia Legislativa, na Horta,
durante as intervenções finais do debate do Plano e Orçamento da região
para 2025, apresentado pelo Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.Na
intervenção, Pedro Neves também referiu que os documentos “carecem de
visão estratégica e de um compromisso real que supra as efetivas
necessidades da população, dos animais e da natureza, nos mais diversos
setores”.“Os documentos apresentados são,
grosso modo, uma mala de primeiros socorros, composta por pensos rápidos
cuja missão é conter uma hemorragia financeira. A par disso, estão
assombrados pelos fantasmas das parcas execuções orçamentais, que se
assemelham à infalibilidade das previsões meteorológicas dos canais
generalistas para os Açores”, disse.Na sua
opinião, nos três dias de debate, “toda a narrativa defendida pelos
proponentes do Orçamento não passou de uma mera tentativa de mascarar
deficiências que tendem a arrastar-se”.“Volvidos quatro anos de governação “AD + 1”, temos vícios que alimentam o monstro da desigualdade”, afirmou.O
parlamentar do PAN considerou ainda que as propostas analisadas
“revelam um conjunto de promessas vazias e metas que não vão ser
alcançadas, perpetuando um ciclo vicioso e ineficaz de expectativas
frustradas, apresentando-se como soluções artificiais, conforme se tem
refletido no trágico historial de execução governamental desta
coligação”.O Orçamento “não representa os
ideais do PAN/Açores, nem poderia representar, mas poderia haver uma
aproximação”, admitiu, acrescentando que “falha em atender às
necessidades da população, perpetuando uma gestão descomprometida e com
parca visão holística e integrada”.