PAN/Açores repudia “apanha do porco” realizada em festa na ilha de São Miguel
28 de ago. de 2025, 11:23
— Lusa/AO Online
Segundo um
comunicado do partido, a iniciativa aconteceu na terça-feira, na
freguesia de São Brás, no concelho de Ribeira Grande, no âmbito de
festividades religiosas, onde “várias crianças e jovens foram
incentivados por adultos” a participar naquela prática considerada
“cruel e bárbara”, em que dois jovens suínos “foram alvo de diversos
atos considerados maus-tratos a animais”.O
PAN “teve acesso a diversas imagens de vídeo que têm circulado nas
redes sociais, em que é possível observar um grupo de crianças a serem
incentivadas por adultos a participar na apanha de dois jovens suínos de
cor preta”.No decorrer dos vídeos “é
possível verificar que os jovens animais são colocados num bidão,
libertados e, enquanto tentam fugir, as crianças - incentivadas pelos
adultos espetadores -, agarram os animais, empurram os animais contra o
chão, seguram os animais pelas patas dianteiras enquanto estão suspensos
no ar” e, por fim, atiram um animal ao chão.A
representação parlamentar do PAN/Açores manifesta o seu “veemente
repúdio pela prática cruel e bárbara” conhecida como "apanha do porco",
alegando que os animais “foram submetidos a atos violentos, que
impressionaram, negativamente, a população”. “No
dia seguinte chegaram ao PAN/Açores denúncias relativas a esta
situação, que representa uma cena grotesca e uma evidente situação de
maus-tratos a animais em que várias crianças foram incentivadas por
adultos espetadores a participar”, afirma o deputado do PAN/Açores,
Pedro Neves, citado na nota.O partido
reitera a condenação desta prática, que considera “símbolo de retrocesso
civilizacional”, recordando que, “não raras vezes, os animais são
eutanasiados no fim da atividade, pois, não só não lhes são prestados os
cuidados médico-veterinários necessários para tratar das lesões
causadas, como também o tratamento não lhes permitiria recuperar”.O PAN também considera de “extrema gravidade” a participação de crianças na iniciativa O
partido informou as entidades competentes para averiguação da situação e
expôs a situação à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco,
por entender que a participação de crianças e jovens nesta atividade
“pode levar à normalização de atos violentos, sobretudo se praticados
contra [os] mais vulneráveis”.O PAN/Açores
deu ainda conhecimento da situação à diocese de Angra, apelando à sua
intervenção, para “evitar a repetição desses episódios tristes durante
festividades religiosas”.