PAN/Açores questiona governo sobre bolsa de intérpretes de Língua Gestual
Hoje 16:59
— Lusa/AO Online
O
deputado do PAN Pedro Neves, citado numa nota do partido, manifesta
preocupação pelo assunto, uma vez que, “volvidos sete meses desde a sua
aprovação e considerando o aproximar do ano letivo 2027/2028, a
iniciativa permanece sem execução conhecida, revelando falta de
diligência governativa numa matéria que toca diretamente a inclusão, a
igualdade de oportunidades e o cumprimento de direitos”.Pedro
Neves entregou na terça-feira, na Assembleia Legislativa dos Açores, um
requerimento dirigido ao executivo regional, a solicitar que esclareça
quais as diligências já realizadas para a implementação da medida e
quando será concretizada.Também pergunta
quantos intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP) integram o
sistema de ensino público regional, quantos alunos surdos frequentam o
modelo de educação bilingue e quantos professores de LGP se encontram ao
serviço. Para o PAN, estas questões são
essenciais para compreender se a região “está ou não a preparar-se para
garantir condições de aprendizagem equitativas às crianças que dependem
da Língua Gestual Portuguesa para comunicar ou para manter uma relação
plena com os progenitores”.O partido
assinala que a presença de intérpretes de LGP no ensino obrigatório é
“um instrumento essencial de inclusão”, por assegurar que nenhuma
criança fica excluída por barreiras linguísticas.A
sua presença, é referido, também promove o sucesso escolar, reforça a
ligação entre a escola e as famílias com pessoas surdas e contribui para
a construção de um ambiente educativo verdadeiramente acessível.“A
transparência e a responsabilidade política exigem que o Governo
[Regional] apresente, sem demora, um plano claro de implementação,
acompanhado de dados atualizados sobre os recursos humanos disponíveis e
sobre as necessidades reais do sistema educativo”, defende Pedro Neves.Para
o parlamentar único do PAN/Açores, a inclusão não pode ser adiada e a
região “não pode permitir que crianças e famílias surdas continuem a
enfrentar obstáculos evitáveis no seu percurso escolar”.