PAN/Açores questiona Governo Regional sobre reabertura de gruta a visitas na ilha do Pico
Hoje 15:35
— Lusa/AO Online
Segundo
o partido, a iniciativa surge “perante o prolongado silêncio
operacional e a ausência de informação pública consistente” sobre a
gruta das Torres.O PAN refere que se trata
de “um dos mais relevantes monumentos naturais” dos Açores, cuja
importância científica, turística e patrimonial exige “uma gestão
transparente, diligente e tecnicamente fundamentada”.O
acesso ao interior da gruta está interditado desde junho de 2024, “após
a queda de um bloco de rocha sobre a escadaria de entrada”.Desde
então, acrescenta o partido, as descidas ao interior foram suspensas
“devido à existência de fraturas e blocos instáveis, associados a risco
de desprendimento”, bem como a razões relacionadas com a identificação
de “fraturas adicionais na zona do arco vulcânico que enquadra a entrada
da cavidade”.O PAN/Açores lembra que, na
sequência do parecer técnico emitido pelo Laboratório Regional de
Engenharia Civil, a Secretaria Regional do Ambiente açoriana anunciou,
em junho de 2025, um “conjunto de soluções destinadas a sanar os riscos
identificados”.Contudo, salienta que,
desde então, “não se verificou qualquer progresso, apesar de a tutela
ter afirmado em 2025 que o monumento natural seria reaberto no verão de
2026”.“Ou seja, passados dois anos desde o
seu encerramento, e ultrapassado o prazo anunciado para a reabertura,
continua a não ser possível aceder ao interior da gruta das Torres”,
refere.Trata-se de uma situação que, para o
deputado Pedro Neves, “compromete a confiança pública na gestão do
património natural e penaliza a atividade turística da ilha do Pico, que
tem nesta gruta um dos seus ex-líbris geológicos”.Assim,
a representação parlamentar do PAN solicitou ao Governo Regional,
através de requerimento enviado à Assembleia Legislativa,
esclarecimentos concretos sobre qual a previsão para a reabertura da
gruta das Torres ao público.Também
questiona que intervenções foram realizadas desde junho de 2024 com
vista à recuperação da visitação e quais os fundamentos que justificam o
seu encerramento.“A transparência, o
rigor e a responsabilização são indispensáveis para garantir que este
monumento natural - de valor científico e cultural inquestionável -, não
permaneça indefinidamente inacessível, privado da fruição pública e
afastado do papel central que desempenha na identidade geológica do
Pico”, afirmou Pedro Neves.A gruta das
Torres é “o maior tubo lávico de Portugal, com uma extensão de 5.150
metros, fazendo parte da formação dos Lajidos - gruta das Torres,
inserida no Complexo Vulcânico da Montanha”, segundo informação do
executivo açoriano disponibilizada na Internet.“A visita é pioneira em Portugal, seguindo a cavidade ao longo de 450 metros e com a duração aproximada de uma hora”, indicou.