PAN/Açores questiona Governo Regional sobre proteção do arvoredo de interesse público
16 de jul. de 2025, 15:14
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado do partido, em requerimento enviado ao executivo de
coligação através do parlamento regional, o deputado único Pedro Neves
pretende saber “quantos exemplares e conjuntos arbóreos estão
registados”, quantos pedidos foram indeferidos ou excluídos e qual o
número de pedidos para classificação. O
PAN quer conhecer também o número de intervenções urgentes realizadas em
arvoredo classificado, as ações de fiscalização executadas e os autos
de notícia que foram elaborados por contraordenações.De
acordo com a nota, adicionalmente, o partido questionou o Governos dos
Açores sobre o número de técnicos certificados em arboricultura urbana
afetos à administração regional, a existência de programas de incentivo à
proteção e classificação do arvoredo, bem como sobre o ponto de
situação da revisão e classificação do arvoredo classificado antes da
entrada em vigor do referido diploma.O
Regime Jurídico de Classificação de Arvoredo de Interesse Público na
Região Autónoma dos Açores foi criado pelo Decreto Legislativo Regional
n.º 27/2022/A.O diploma, inicialmente da
autoria do PAN/Açores, que foi aprovado na Assembleia Legislativa
Regional em 2022, visou dar resposta a várias reclamações populares.Tem
como objetivo “proteger exemplares arbóreos notáveis, de elevado valor
ecológico, cultural, social e paisagístico, assegurando a salvaguarda do
património arbóreo da região através da sua identificação, preservação,
fiscalização e gestão adequada”.“Ignorar a
importância do arvoredo é comprometer o bem-estar da sociedade e o
equilíbrio sustentável dos ecossistemas. A sua preservação e valorização
são fundamentais, pois é um pilar essencial para a proteção das
espécies e preservação da fauna e flora endémica”, considerou Pedro
Neves, citado na nota.O deputado e
porta-voz regional do PAN/Açores reiterou que proteger o património
arbóreo é preservar a identidade ambiental, “alinhando a região com as
exigências climáticas e ecológicas da União Europeia e reforçando o
compromisso com a sustentabilidade”.