PAN/Açores quer regulamentação da classificação do arvoredo da região
12 de jan. de 2026, 18:04
— Lusa/AO Online
O deputado único do partido, Pedro Neves, entregou na mesa da Assembleia
Legislativa Regional, na quinta-feira, uma iniciativa com caráter de
urgência, a ser apreciada na sessão plenária de janeiro, visando a
regulamentação.O PAN/Açores recomenda
também a certificação dos técnicos da administração pública que efetuem
operações de manutenção do arvoredo, bem como a adoção de um documento
de referência intitulado “Boas Práticas de Gestão do Sistema Arbóreo”,
segundo uma nota de imprensa divulgada hoje pela estrutura partidária.Pedro
Neves refere que, volvidos quatro anos desde a sua aprovação e seis
meses de um requerimento remetido ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), a
medida “continua por executar, ultrapassando há muito os prazos
previstos para regulamentação de legislação criada pelo parlamento”. O
parlamentar sublinha que o arvoredo é um componente “fundamental da
paisagem açoriana”, havendo, aliás, duas árvores em competição nacional
para Árvore do Ano.O deputado destaca a
sua importância para o “equilíbrio ambiental, assumindo uma função
essencial na redução dos impactos da crise climática, na preservação da
diversidade biológica e na defesa das espécies animais e vegetais
nativas”, entre outros aspetos.“É
inconcebível que uma medida tão necessária permaneça sem avanço
regulamentar, não há justificação plausível. Apelamos ao Governo
[Regional] que proceda com a máxima celeridade à implementação do
diploma, garantindo que este instrumento legal possa finalmente produzir
efeitos concretos e cumprir a sua função de proteção e valorização do
património arbóreo da região”, afirma.O
Regime Jurídico de Classificação de Arvoredo de Interesse Público na
Região Autónoma dos Açores foi criado pelo Decreto Legislativo Regional
n.º 27/2022/A.O diploma, inicialmente da autoria do PAN, visou dar resposta a várias reclamações populares.Tem
como objetivo “proteger exemplares arbóreos notáveis, de elevado valor
ecológico, cultural, social e paisagístico, assegurando a salvaguarda do
património arbóreo da região através da sua identificação, preservação,
fiscalização e gestão adequada”.