PAN/Açores quer novos critérios na nomeação de cargos directivos na Saúde
19 de jul. de 2022, 15:37
— Lusa
Para
além do "reconhecimento da actividade médica pública exclusiva", a
iniciativa legislativa pretende "prevenir eventuais conflitos de
interesse ou mesmo opacidades geradas pela acumulação de funções
privadas com cargos de direcção no Sistema Regional de Saúde", justifica
o partido.Numa nota de imprensa enviada
às redações, o PAN sublinha que a proposta apresentada na Assembleia
Legislativa Regional vai "mais longe que o atual regime de
incompatibilidades".Assim, o PAN propõe
como critérios preferenciais de nomeação de cargos diretivos, quer de
serviços clínicos, quer de comissões técnicas, para "além das
competências habitualmente ponderadas, a não acumulação de atividades
privadas".Defende ainda "a não detenção de
qualquer titularidade de participação no capital social de entidades
convencionadas" ou por cônjuge e pelos ascendentes ou descendentes do
primeiro grau. O partido prevê que os
mandatos de direção devam "estar limitados a duas nomeações
consecutivas, excecionalmente três, num total de seis anos
consecutivos".Ou, ainda, "excecionalmente
nove, permitindo, deste modo, uma melhor cooperação entre os médicos,
dinamização e um novo estímulo nas equipas gerado por esta
rotatividade", adianta o partido.O
PAN/Açores recorda que já tinha apresentado nesta legislatura um
conjunto de iniciativas para "valorização da carreira profissional
médica pública", nomeadamente "a melhoria" das condições remuneratórias
do trabalho extraordinário e a fixação de profissionais na Região. Citado
no comunicado, o deputado único do PAN no parlamento dos Açores, Pedro
Neves, assinala que estes critérios de seleção permitem "escolha" de
"forma responsável, com total transparência e que, acima de tudo,
reconheça o trabalho médico público exclusivo, dedicado" ao Sistema
Regional de Saúde e aos utentes. É "um
passo mais além na atual legislação sobre incompatibilidades, por forma a
minorar conflitos gerados pela acumulação de funções públicas e
privadas em cargos de decisão", sublinha.