PAN/Açores quer melhorar Sistema de Informação de Animais de Companhia
Hoje 17:30
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o partido adianta que o diploma pretende “atualizar o regime
previsto no decreto Lei n.º 82/2019, que cria o Sistema de Informação
de Animais de Companhia (SIAC)”.Na nota, o
partido recorda que, apesar da existência deste sistema nacional de
registo, “mantém-se a exigência de licenciamento anual dos canídeos nas
juntas de freguesia”, um procedimento que representa uma “carga
burocrática desnecessária e pouco útil para o controlo de animais já
identificados no SIAC”.Citado no
comunicado, o deputado único do PAN/Açores salienta que esta exigência
traduz-se em “encargos administrativos e financeiros sem benefício real,
ao mesmo tempo que sobrecarrega as juntas de freguesia, algumas das
quais sem meios adequados para assegurar esta obrigação legal”.O
PAN/Açores refere ainda que, desde a entrada em vigor da
obrigatoriedade de licenciamento anual, têm chegado ao partido “diversas
reclamações de populares, sobretudo quando confrontados com a excessiva
carga burocrática associada ao pedido para isenção de pagamento da
licença, atualmente, anual”.Assim,
acrescenta o PAN/Açores, a anteproposta de lei agora apresentada na
Assembleia Legislativa Regional pretende “alinhar o regime jurídico com
os princípios de boa administração, simplificação e desmaterialização”.O
PAN/Açores propõe que os canídeos, salvo algumas exceções, passem a
estar sujeitos a um licenciamento único, com validade vitalícia,
associada ao registo inicial efetuado no SIAC. A
anteproposta contempla ainda a isenção do pagamento de taxas aos
titulares de canídeos pertencentes a agregados cujo rendimento médio
mensal não ultrapasse 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS, que
em 2026 está fixado em 537,13 euros), mediante declaração de
compromisso de honra, “reforçando o apoio às famílias com parcos
recursos, a necessidade de registo e identificação de animais e
incentivo à adoção responsável.