PAN/Açores quer incentivos para a produção de cereais
5 de abr. de 2022, 16:00
— Lusa/AO Online
Na iniciativa legislativa
entregue na Assembleia Legislativa dos Açores, insta-se o Governo
Regional a “criar uma verdadeira fileira dos cereais na região, que
tenha como objetivo central a redução da dependência externa e a
afirmação de uma real soberania alimentar”, segundo uma nota de
imprensa.De acordo com aquela força
política, a “instabilidade de mercado perante a atual conjuntura
política provocada pela invasão da Rússia à Ucrânia, pelas subsequentes
sanções económicas e na decorrente incapacidade produtiva do ‘celeiro da
Europa’ veio acentuar as fragilidades do mercado interno” dos Açores.De
acordo com o PAN, o mercado interno açoriano está “cativo de
importações consideráveis de bens primários essenciais e à mercê do que
se prevê vir a ser uma escalada de preços ao consumidor”.O
PAN/Açores considera que a “crescente dependência da região perante os
mercados externos, principalmente no setor alimentar, coloca os Açores
numa posição de vulnerabilidade, quer para o equilíbrio da balança
comercial, quer para a afirmação da autonomia”.Pedro
Neves, deputado único e líder do PAN/Açores, afirma que “a falta de
visão estratégica e o abandono progressivo de uma política cerealífera
insular levou à atual condição de inteira incapacidade de ser-se
autossustentáveis.”O conjunto de medidas
propostas aponta para a promoção de incentivos e mecanismos para o
aumento das áreas de produção cerealífera, uma maior interligação entre
produtores e também entre setores primário e terciário, de forma a
“facilitar um comércio de proximidade e eficiente à escala regional”.A
“inexistência de reservas públicas estratégicas e de condições para o
armazenamento de produtos cerealíferos é também uma lacuna das políticas
governamentais que preocupa o partido.O
PAN propõe a criação de uma estratégia com o fim de potenciar o
aprovisionamento com níveis elevados de segurança”, refere-se na nota.Para
Pedro Neves, este conjunto de propostas “permite reverter,
gradativamente, a dependência açoriana dos mercados externos”, sendo que
“só assim a região terá a capacidade de firmar um dos pilares da
autonomia: a soberania alimentar.”