PAN/Açores propõe suspensão imediata da apanha da lapa no arquipélago
Hoje 16:59
— AO Online/Lusa
A iniciativa do partido surge "num contexto de
crescente preocupação" quanto ao estado desta espécie, cuja exploração
está regulamentada, bem como estão definidos os períodos de captura,
regras de licenciamento e limites de apanha.O
objetivo do PAN/Açores é equilibrar a sustentabilidade da atividade com
a preservação da espécie, por considerar que o atual enquadramento
jurídico tem sido insuficiente para travar a degradação das populações
de lapas.Segundo uma nota de imprensa do
partido, têm vindo a público notícias que apontam para "uma pressão
contínua" sobre a espécie, "agravada nos últimos tempos", sobretudo nas
ilhas de São Miguel, Flores e Pico, devido à "sobre-exploração".Essa
situação é denunciada, inclusive, por "apanhadores licenciados e
diversas entidades, que relatam uma diminuição drástica da presença de
lapas adultas e alertam para o desaparecimento da espécie em zonas não
protegidas", refere o partido.Citado na
nota, o deputado único do PAN/Açores no parlamento açoriano e porta-voz
do partido, Pedro Neves, afirma que "a escassa fiscalização, (em parte
por falta de recursos humanos), agrava o problema, permitindo "práticas
ilegais e a apanha em áreas interditas, o que compromete o repovoamento e
os esforços de gestão sustentável".Perante
este cenário, o PAN/Açores entende que "a única resposta responsável
passa pela adoção de medidas precaucionárias urgentes, nomeadamente a
interdição imediata da apanha e comercialização da lapa".Defende
ainda a monitorização do estado de conservação das populações de lapa
em todo o arquipélago, o reforço da fiscalização da apanha, transporte e
comercialização, a criação de mecanismos extraordinários de apoios
destinados aos apanhadores licenciados, campanhas de sensibilização e
educação ambiental, alertando para a importância ecológica da lapa. Para
Pedro Neves, suspender de forma imediata a apanha da lapa, é "um
imperativo ecológico, perante a pressão crescente sobre as populações e a
evidência de que a exploração atual não garante a sobrevivência desta
espécie identitária dos Açores".