PAN/Açores diz que não vai ser âncora nem areia na engrenagem no Orçamento para 2026
15 de set. de 2025, 17:38
— Lusa/AO Online
“Não
será o PAN que vai ser uma âncora desta anteproposta e do Orçamento,
não será da nossa responsabilidade. Não é da nossa responsabilidade, mas
não vamos ser nós, também, a meter areia na engrenagem, que já não está
a funcionar muito bem”, afirmou Pedro Neves.O
deputado falava na sede da Presidência, em Ponta Delgada, após uma
reunião com o líder do Governo Regional, José Manuel
Bolieiro, que recebeu hoje os partidos e parceiros sociais a propósito
da elaboração do Plano e Orçamento para 2026.O
líder do PAN defendeu que a situação da região, que tem um “problema de
liquidez”, exige “responsabilidade” por parte dos partidos.“Estamos um pouco assustados relativamente a 2026, é preciso responsabilidade de todos os partidos”, reforçou.Pedro
Neves destacou que o executivo açoriano, “além de retirar gorduras”,
tem de “aumentar as receitas” da região, já que a Lei de Finanças
Regionais “nunca vai acontecer” no próximo Orçamento do Estado.“Obviamente
que é preocupante. Se não houver os pés bem assentes na terra,
maturidade e ao mesmo tempo competência, vamos ter um 2026 muito
complicado para os Açores”, avisou.O deputado prometeu que o partido vai dar “aportes” para o próximo Orçamento, mas garantiu que serão medidas com “custo zero”.“Não
vamos entrar em demagogia dentro deste Orçamento, nem vamos meter
medidas que à partida até podem ser aprovadas devido a uma coligação
negativa”, assegurou.A discussão e votação do Plano e Orçamento dos Açores para 2026 vai acontecer em novembro na Assembleia Legislativa Regional.O
Plano e Orçamento da região para 2025 foram aprovados em novembro de
2024 com os votos a favor do Chega e dos partidos da coligação do
Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), tendo PS, BE, IL e PAN votado contra.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outros partidos com assento
parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.