PAN/Açores diz que esta é a “pior altura” para Orçamento de endividamento zero
21 de nov. de 2022, 15:06
— Lusa/AO Online
Intervindo na
abertura do Plano e do Orçamento para 2023, na sede do parlamento
açoriano, na Horta, Pedro Neves defendeu que é preciso “ter cuidado” com
o endividamento da região, mas considerou que o atual contexto é o
“pior ‘timing’ de sempre para reduzir a dívida”.“O
PAN não concorda que haja um aumento da dívida pública, mas o PAN
também tem de olhar para o ‘timing’ [o momento] de termos um
endividamento zero. O ‘timing’ neste momento, neste ano, não é o
melhor”, avisou.O deputado justificou a afirmação com o aumento do custo de vida, provocado pela guerra na Ucrânia e pela inflação.“Não sabemos o que vai acontecer no futuro. Temos de estar preparados, socialmente, para dar resposta aos açorianos”, declarou.O
deputado único do PAN na Assembleia Legislativa dos Açores defendeu,
contudo, que o endividamento não deve servir para fazer “investimento de
betão”, mas sim para apostar na “parte social”.“O PAN não quer investimento no betão, quer investimento nas pessoas”, assinalou.O
Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros,
começou hoje a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa
Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na
sexta-feira.O terceiro orçamento do atual
executivo chegou ao parlamento sem as ameaças de chumbo feitas no ano
passado pelos deputados com quem os partidos da maioria têm acordos de
incidência parlamentar - Chega, Iniciativa Liberal (IL) e deputado
independente (ex-Chega).A Assembleia
Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual
legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois
do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado é
independente (eleito pelo Chega).