PAN/Açores defende vídeo-interpretação em toda Administração Pública Regional

Hoje 15:05 — Lusa/AO Online

A iniciativa da representação parlamentar do PAN/Açores foi entregue à Mesa da Assembleia Legislativa Regional e pretende "dar resposta às dificuldades persistentes que a comunidade surda enfrenta no acesso aos serviços públicos", devido, "em grande parte, à escassez de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP)", explica o partido numa nota de imprensa.Para o PAN/Açores, a comunicação deve ser "acessível" em todas as instituições públicas, garantindo traduções em tempo real que tornam possíveis atendimentos administrativos, contactos com serviços sociais, ou outros atos públicos, "sem que a ausência física de um intérprete inviabilize o exercício de direitos".A proposta baseia-se também na experiência já registada em serviços onde a ferramenta já está disponível, nomeadamente no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) e no Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, onde se verifica "não só a agilização de processos e a redução dos tempos de espera, como também uma melhoria na qualidade da comunicação entre técnicos e cidadãos".Para o deputado único do PAN/Açores no parlamento açoriano, Pedro Neves, o alargamento deste serviço constitui mais do que um "ganho operativo".Pedro Neves, porta-voz do PAN/Açores, sublinha que o alargamento desta ferramenta assegura "a acessibilidade linguística enquanto elemento estruturante do serviço público, promovendo igualdade de oportunidades e facilitando a participação plena e independente das pessoas surdas na vida social e cívica da região".O parlamentar sublinha que "a combinação de recursos humanos com soluções digitais é um caminho eficaz para colmatar carências imediatas, otimizar custos e tempo e ampliar a cobertura territorial", especialmente nas ilhas "onde é mais difícil garantir a presença física de profissionais especializados".“A Administração Pública deve dispor, com caráter alargado e permanente, de meios que assegurem que qualquer surdo possa ser compreendido e compreenda os interlocutores das instituições públicas, com dignidade e eficácia, colmatando-se uma lacuna e fomentando uma comunicação inclusiva e próxima dos cidadãos, enquanto prática recorrente e contributo efetivo para uma sociedade mais justa”, defende Pedro Neves, citado na nota.