PAN/Açores critica "silêncio" do ministro da Defesa sobre possível contaminação nas Lajes
Hoje 15:02
— Lusa/AO Online
Segundo
o partido, "a recusa do ministro em prestar esclarecimentos
substantivos, limitando-se a afirmar que o Governo acompanha o processo
de descontaminação, revela uma preocupante incapacidade de assumir
responsabilidade pública" numa matéria "sensível" para a saúde da
população, traduzindo-se numa "afronta à população, que exige
transparência, rigor e ação imediata".O
PAN sustenta ainda que as dúvidas em torno da contaminação ganham maior
relevância face ao aumento da utilização da Base das Lajes e à
persistência de interrogações sobre uma eventual ligação à incidência de
doenças oncológicas na ilha Terceira.Para
o PAN/Açores, é "um exercício de evasão política que não pode ser
normalizado, sobretudo por estar em causa um problema de saúde pública
de elevada gravidade que se arrasta há anos" e que "é agora
incrementando com o aumento da utilização da Base das Lajes,
permanecendo a dúvida da sua relação com a taxa de doentes oncológicos
na ilha" Terceira.Em comunicado, a
representação parlamentar do PAN na Assembleia Legislativa dos Açores
considera também"preocupante que a Força Aérea mantenha animais,
nomeadamente bovinos, em terrenos cuja contaminação direta e indireta
por hidrocarbonetos é reconhecida", alertando para o facto de estes
poderem "ser introduzidos na cadeia alimentar, levantando sérias
questões de segurança sanitária e de responsabilidade institucional, sem
prejuízo dos riscos para a população".O
porta-voz do PAN/Açores, e deputado único do partido no parlamento
açoriano, Pedro Neves, considera "imperativo que a Direção Regional
adote medidas urgentes, incluindo a retirada dos animais das zonas de
risco e a realização de análises independentes e sistemáticas aos
mesmos". O parlamentar, citado na mesma
nota de imprensa, defende ser essencial manter uma monitorização
contínua da qualidade das águas e promover sessões públicas de
esclarecimento à população, de forma a garantir transparência, permitir a
adoção de medidas de proteção sempre que necessário, "contendo o alarme
social".“A população tem o direito de
saber qual o risco real, quais as implicações sanitárias e ambientais, e
que medidas estão a ser implementadas para mitigar danos que podem ser
irreversíveis", defende Pedro Neves. A
"opacidade não é uma estratégia quando está em causa a segurança das
pessoas. É urgente abandonar esta postura de distanciamento e reconhecer
que a gestão desta crise, também ambiental, exige comunicação rigorosa,
cooperação institucional e respeito absoluto pela verdade", acrescenta
Pedro Neves.