PAN/Açores com proposta legislativa para adoção e esterilização animal gratuitas
14 de set. de 2022, 10:34
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o partido
esclarece que “a iniciativa agora apresentada cria um conjunto de
medidas que permite, a curto, médio e longo prazo, conter a
sobrepopulação animal, através de realização de campanhas de adoção e
esterilização gratuitas para animais de companhia e do aperfeiçoamento
do programa Capturar, Esterilizar e Devolver, para animais errantes”. O
PAN quer, ainda, “aumentar o leque de animais abrangidos por esta
proposta, criando um plano de emergência para o acolhimento de equídeos
em situação de abandono ou maus-tratos”.Citado
no comunicado, o deputado regional do PAN, Pedro Neves, observa que,
“com a implementação do abate zero, se torna necessário redirecionar as
políticas públicas e reforçar as medidas de proteção animal, sob pena
de, caso o Governo ou os municípios não o façam, agravar o problema
gerado por alguns, mas que diz respeito a todos”.O
PAN lembra que a proposta surge depois de, na quinta-feira, ter sido
chumbada, no plenário da Assembleia Legislativa, “a tentativa infortuna
do Governo Regional em alterar a lei de forma a restabelecer a prática
do abate de animais de companhia e errantes como medida de controlo
populacional”.De acordo com o partido, as
medidas agora apresentadas “não são medidas inéditas para o PAN/Açores,
que vem desde o início desta legislatura apresentando um conjunto de
propostas, quer através de iniciativas legislativas, quer em propostas
inscritas em Orçamento, que pretendem conter o flagelo do abandono e
maus-tratos a animais de companhia”. “O
abandono frequente de animais e ninhadas, a sobrelotação dos canis e a
sobrecarga das associações de proteção animal a que vimos a assistir são
o desfecho inevitável perante anos de parco investimento, de constantes
fechar de olhos e de negligência no planeamento e adoção de medidas
públicas que passavam apenas pelo abate compulsivo”, lamentou Pedro
Neves. Na quinta-feira, o parlamento
açoriano reprovou uma proposta que introduzia alterações ao abate de
animais de companhia ou errantes, com 28 votos contra, do PS, do BE e do
PAN e a abstenção do Chega e IL.Apresentada
pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), a segunda alteração ao decreto
que estipula “medidas de controlo de animais de companhia e errantes”
juntou 25 votos contra do PS a dois do BE e a um do PAN.Com
a abstenção do deputado do Chega e do da Iniciativa Liberal (IL), os
parlamentares dos partidos da coligação que suporta o Governo (26) na
Assembleia Legislativa Regional não foram suficientes para viabilizar o
diploma, que mereceu também o voto favorável do deputado independente
Carlos Furtado (ex-Chega).O secretário
regional da Agricultura, António Ventura, sublinhou que a proposta
legislativa tinha em mente o bem-estar animal, mas PS, BE e PAN quiseram
travar o que consideraram ser um “retrocesso” perante a aprovação, em
2021, do decreto que defende aquilo que apelidaram de “abate zero”. Durante o debate, o parlamentar do PAN notou que “o abandono é crime”. “Está na legislação. As matilhas acontecem porque há abandono. A solução é a prevenção”, defendeu.