PAN/Açores apresenta denúncia sobre condições de segurança de tourada à corda na ilha Terceira
30 de set. de 2025, 17:36
— Lusa/AO Online
“É
inadmissível que, apesar dos vários alertas públicos e formais, se
continue a fazer tábua rasa das exigências legais em vigor. A
recorrência destes episódios sem que haja apuramento de
responsabilidades nem aplicação de sanções aos prevaricadores é
reveladora de uma falha sistémica grave, que coloca em risco não apenas a
integridade das pessoas, como também dos animais envolvidos, pairando
uma inevitável suspeição sobre a transparência do setor”, afirmou o
deputado único do PAN nos Açores, Pedro Neves, citado em comunicado de
imprensa.Nas touradas à corda, realizadas
nos Açores, com maior incidência na ilha Terceira, os touros correm nas
ruas, amarrados por uma corda, num percurso limitado, que é encerrado ao
trânsito.No domingo, na tourada que se
realizava na freguesia dos Biscoitos, no concelho da Praia da Vitória, a
corda que segurava o touro rasgou-se e o animal fugiu, sendo
posteriormente conduzido de regresso a uma transportadora de madeira.Esta não foi a primeira vez que em que a corda se partiu ou o animal fugiu em touradas à corda, este ano, na ilha Terceira.Em
comunicado de imprensa, o PAN disse já ter pedido explicações sobre o
que aconteceu no domingo à entidade que atribui licenças para a
realização das touradas, neste caso, a Câmara Municipal da Praia da
Vitória, e denunciado o sucedido às entidades fiscalizadoras.Segundo
o partido, o facto de, este ano, já terem ocorrido várias situações
semelhantes revela “falhas graves na organização e fiscalização destas
práticas” e levanta “suspeitas sobre o cumprimento do quadro legal
vigente”.O PAN alega que são “diversos os
atropelos sem que daí sejam retiradas consequências, ou, no mínimo,
conhecidos resultados, especialmente por motivos de prevenção”.“Na
ausência das condições mínimas de segurança, tanto para os
participantes, como para os animais envolvidos, este tipo de evento não
deve ser permitido. É, incontestavelmente, uma atividade violenta, que
causa lesões não só nas pessoas, como também nos animais”, defendeu.Para
o partido, “é de difícil perceção a motivação do licenciamento de uma
atividade que não acautela os princípios básicos de segurança”.“Qualquer
outra atividade, em igualdade de circunstâncias, não seria licenciada,
ficando exposta a falta de transparência e ‘lobbys’ que protegem o
setor”, frisou.Todos os anos são realizadas mais de 200 touradas à corda na ilha Terceira, entre 01 de maio e 15 de outubro.