Países nórdicos reforçam medidas de expulsão de migrantes ilegais
31 de out. de 2023, 17:23
— Lusa
É
do interesse comum dos países nórdicos que “os estrangeiros sem
autorização de residência sejam mandados para casa”, afirmou o ministro
da Migração da Dinamarca, Kaare Dybvad Bek.“Devemos evitar que viajem pelos nossos países e saiam do radar das autoridades”, acrescentou.No
final de uma reunião de dois dias, os ministros dos países nórdicos
decidiram adotar três medidas para facilitar a expulsão de migrantes
para o seu país de origem, informou o ministério no seu ‘site’.Os
representantes destes países encarregados de desenvolver as expulsões
reunir-se-ão regularmente para “fortalecerem, em conjunto, a cooperação
com países terceiros para facilitar o regresso [dos migrantes em
situação irregular] aos seus países e fornecerem apoio à reintegração”,
acrescentou.Em segundo lugar, os países
nórdicos decidiram organizar “voos conjuntos da Frontex”, a guarda
costeira da União Europeia, para transportar migrantes irregulares da
região para os seus países de origem.Finalmente,
os ministros dinamarquês, sueco, norueguês, finlandês e islandês
decidiram, “em conjunto, ajudar os migrantes irregulares no Norte de
África”, oferecendo-lhes “o repatriamento voluntário para o seu país de
origem, bem como ajuda na reinstalação”, sublinha o ministério
dinamarquês.Embora à frente de um partido
social-democrata de centro-esquerda, a primeira-ministra da Dinamarca,
Mette Frederiksen, defendeu o objetivo de “zero refugiados” no país
escandinavo desde que chegou ao poder, em 2019.O
país defende uma política mais dura em relação aos migrantes nos países
nórdicos e aumentou as iniciativas destinadas a desencorajar a
imigração, dificultando, por exemplo, a aquisição da nacionalidade
dinamarquesa.A Dinamarca, que está a
aumentar as iniciativas para desencorajar a entrada de migrantes e a
obtenção da nacionalidade dinamarquesa, foi, em 2020, o primeiro país da
Europa a retirar as suas autorizações de residência aos refugiados
sírios da região de Damasco, alegando que a situação na região tinha
passado a ser “suficientemente segura”.