País tem de estar preparado para eventual aumento do preço dos medicamentos
Hoje 15:18
— Lusa/AO Online
“(…)
Para já não temos ainda uma razão para uma preocupação maior, mas temos
de estar preparados, temos de estar preparados”, afirmou Ana Paula
Martins, aos jornalistas, no Hospital de Santo André, em Leiria.O
presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João
Almeida Lopes, disse que os preços dos medicamentos em Portugal vão ter
de subir “mais tarde ou mais cedo”, devido à inflação e à pressão
política, fatores que tendem a aproximar os preços europeus dos
praticados nos Estados Unidos, noticiou o jornal Eco.Segundo
o Eco, que citou a entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1, João
Almeida Lopes explicou que o custo do petróleo, dos seus derivados e de
outros materiais, como plásticos, vidro e alumínio, tem impacto direto
nos medicamentos, e que tarifas internacionais também contribuem para o
aumento de preços. Ana Paula Martins
destacou dois aspetos da entrevista, primeiro, “o reconhecimento de que o
impacto da crise internacional, naturalmente, na questão que tem a ver
com a energia que impacta todos os setores, impactará, mais tarde ou
mais cedo, também os medicamentos”.“Esta
foi uma primeira dimensão e que nós estamos a acompanhar naturalmente”,
assegurou a governante, adiantando que a segunda dimensão “foi,
exatamente, que esse impacto, para já, não é algo que esteja no imediato
em cima da mesa”.No hospital de Leiria, a
ministra inaugurou a nova sala de Pacing e Eletrofisiologia, no âmbito
do projeto de modernização do parque tecnológico da Unidade Local de
Saúde (ULS) da Região de Leiria.O
investimento foi de cerca de 7,5 milhões de euros, financiado pelo Plano
de Recuperação e Resiliência, sendo que a candidatura permitiu a compra
de um sistema de cirurgia robótica com mesa operatória sincronizada, um
sistema de ressonância magnética e um angiógrafo digital de teto.“Este
investimento visa reforçar a capacidade instalada da ULS nas áreas
cirúrgica e imagiológica, promovendo uma resposta assistencial mais
diferenciada e inovadora”, de acordo com a unidade de saúde.A
nova sala de Pacing e Eletrofisiologia representa “um avanço
significativo na área da cardiologia”, permitindo um “diagnóstico e
tratamento mais preciso de arritmias cardíacas, realização de
procedimentos minimamente invasivos com maior segurança, implantação e
acompanhamento de dispositivos cardíacos (‘pacemakers’ e
desfibrilhadores, entre outros), redução da necessidade de transferência
de doentes para outras unidades hospitalares e diminuição dos tempos de
espera para procedimentos especializados”.Antes
da inauguração, a ministra, perante vários profissionais de saúde,
agradeceu o trabalho que desenvolveram por ocasião do mau tempo, tendo
entregado uma placa de reconhecimento “pelo empenho, dedicação e elevado
sentido de missão demonstrados durante a intempérie Kristin,
assegurando, em circunstâncias adversas, a continuidade dos cuidados e o
apoio às populações”.