A Federação das Associações de Pais dos Açores defende que deve ser dada
mais celeridade à vacinação contra a Covid-19 de idosos e de
prioritários, e começar a vacinar as crianças dos 5 aos 11 anos pelo
menos no início do segundo período.Maria do Rosário Figueiredo,
presidente da direção da Federação, diz que as associações de pais
compreendem que seja dada prioridade à vacinação com a dose de reforço
dos idosos e grupos prioritários, como “bombeiros, profissionais de
saúde, ou seja aqueles que estão na linha da frente, e de quem tem mais
probabilidade de sofrer de doença grave”. Mas “a Federação considera que
a Região deve arrancar logo no início de janeiro com a vacinação das
crianças”, se necessário for, em simultâneo com a vacinação da população
a quem está recomendada a dose de reforço.“Até porque não faz
sentido, os pais estarem vacinados e as crianças não, porque continuamos
com o mesmo problema”, diz Maria do Rosário Figueiredo.A
Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou na passada terça-feira que a
vacinação contra a Covid-19 seja alargada às crianças entre os cinco e
os 11 anos, com prioridade para as que têm doenças consideradas de
risco.Contudo, nos Açores, o Governo Regional não vai avançar no
imediato com a vacinação de crianças. Em declarações à Antena 1/Açores, o
secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, afirmou que
“nesta fase ainda não vamos proceder à vacinação das crianças, até
porque continuam a existir algumas dúvidas ao nível dos peritos, pelo
que, nesta altura, temos de utilizar todos os nossos recursos na
vacinação com a dose de reforço dos mais vulneráveis, como é o caso dos
idosos, dos que têm patologias e dos profissionais que desempenham
atividades essenciais, que é o que estamos a fazer e foi o que fizemos
desde o início do processo de vacinação, com o sucesso que os números
demonstram”. Segundo a Agência Lusa, Portugal deve receber um
primeiro lote de 300 mil vacinas da Pfizer com características
pediátricas contra a Covid-19 já na próxima segunda-feira, em 13 de
dezembro, e, depois, durante o mês de janeiro, chegarão mais 400 mil
vacinas.A diretora geral da Saúde disse à Lusa que será divulgada
uma nota técnica que resume o parecer da Comissão Técnica de Vacinação. Ainda
esta semana, segundo também adiantou o Primeiro-ministro, será
apresentado o programa e o calendário de vacinação das 600 mil crianças,
entre os cinco e 11 anos.