Padrões de consumo de canábis dos jovens portugueses entre os mais problemáticos da Europa
12 de nov. de 2020, 11:53
— Lusa/AO Online
Segundo
o estudo divulgado, em Portugal, apesar de o consumo de canábis,
que continua a ser a principal substância ilícita em todos os países,
estar abaixo da média europeia (a percentagem de consumidores é 13% e
16% respetivamente), os jovens que o fazem apresentam padrões de consumo
problemáticos.Em comparação com os
restantes 35 países que participaram no inquérito em 2019, Portugal
regista a quinta maior percentagem de consumidores recentes com padrões
de consumo de alto risco (24%), ao lado da Macedónia e atrás de França,
Chipre, Kosovo e Montenegro.Ainda assim, o
relatório regista como positivo o ligeiro decréscimo de dois pontos
percentuais entre 2015 e 2019, em comparação com a tendência de
estabilização na média europeia. Em
relação a outras drogas ilícitas, também aqui Portugal se posiciona
ligeiramente abaixo da média europeia no que respeita à experimentação
de LSD e GHB (gama-hidroxibutirato), enquanto a experimentação de NSP
(novas substâncias psicoativas) é a mais baixa entre todos os países.Quanto
à experimentação de anfetaminas e metanfetaminas, a situação nacional
está em linha com a média europeia, mas em relação ao ecstasy o país
regista a sétima prevalência de consumo mais elevada (3%) e está
ligeiramente acima na experimentação de heroína e cocaína.O
relatório, que apresenta as grandes tendências de consumo de álcool e
drogas por alunos com idades até aos 16 anos, aponta ainda que a
perceção de facilidade de aquisição de canábis, ecstasy ou cocaína dos
jovens portugueses está entre as mais baixas, ligeiramente abaixo da
média europeia em relação à cocaína.