“Os Últimos Dias de Emanuel Raposo” galardoado no Festival Caminhos
22 de nov. de 2021, 16:11
— Susete Rodrigues/Lusa/AO Online
O filme de Diogo Lima foi produzido nos
Açores com apoio do festival Walk&Talk, da RTP/Açores e de
entidades privadas, retratando ao longo de 47 minutos os percalços
de um apresentador da televisão pública açoriana, interpretado por
Mário Roberto, ao aproximar-se da reforma no início dos anos 90.
Segundo a sinopse, “nas gravações
do último episódio do programa que marca a sua despedida do pequeno
ecrã, uma semana turbulenta de trabalho coloca Emanuel Raposo em
rota de colisão com os seus colegas de trabalho e em confronto com a
aproximação do fim da sua carreira”.
O documentário “Alcindo”, de
Miguel Dores, que parte da história do homicídio de Alcindo
Monteiro para falar sobre racismo em Portugal, venceu o grande prémio
do Festival Caminhos. “Alcindo” recebeu também o prémio de
melhor documentário, informou à agência Lusa a organização do Festival Caminhos.
“Metamorfose dos Pássaros”, de
Catarina Vasconcelos, que aborda as memórias de infância e
juventude de vários membros da família da realizadora, venceu o
prémio de revelação, de melhor realização e ainda o prémio do
público.
Segundo a organização, “Noite
Turva”, de Diogo Salgado, venceu a melhor curta-metragem e “Seja
como for”, de Catarina Romano, foi a melhor animação.
O prémio da imprensa foi para “O
Táxi de Jack”, de Susana Nobre, atribuindo uma menção honrosa
para “O Lobo Solitário”, de Filipe Melo, que recebeu também o
prémio D. Quijote, atribuído pelo júri da Federação
Internacional de Cineclubes, e o de melhor banda sonora original.
Pedro Lacerda foi considerado o melhor
ator, com as suas participações em “Terra Nova” e “Arte de
morrer longe”, e Diana Neves Silva a melhor atriz, no filme “Luz
de Presença”, de Diogo Costa Amarante.
Na seleção Ensaios, dedicada a filmes
produzidos em contexto académico, os vencedores foram Catarina
Henriques, com “Camaradas de Armas”, e Caren Wuhrer, com “Silent
Zone”, que arrecadaram os prémios nacional e internacional,
respetivamente.
Já na seleção Outros Olhares,
dedicada a obras de linguagem experimental, venceu “A nossa terra,
o nosso altar”, de André Guiomar, documentário que se centra no
bairro do Aleixo, no Porto.