Artem Nych, Rus (Anicolor-Campicarn, Por): Aos 31 anos, o russo tenta
igualar os feitos de Joaquim Agostinho, entre 1970 e 1972, e do espanhol
David Blanco, entre 2008 e 2010, os únicos corredores a vencerem a
prova em três anos consecutivos em 86 edições e quase 100 anos de
história.Terceiro classificado na prova de
contrarrelógio dos Nacionais do seu país, em 2019, e campeão russo de
fundo em 2021, Artem Nych ficou desempregado com o desaparecimento da
Gazprom-RusVelo, devido à invasão da Ucrânia, e mudou-se para Portugal
em 2023, para representar a estrutura da Anicolor, vencendo, logo, nesse
ano, o Grande Prémio Beiras e Serras da Estrela.Vencedor
do Grande Prémio O Jogo em abril deste ano, o especialista em
contrarrelógio que se defende bem na alta montanha depara-se, em 2026,
com uma edição em que o ‘crono’ é transposto do último dia para meio da
prova, o que pode influenciar a forma como se vai posicionar na corrida. Alexis Guérin, Fra (Anicolor-Campicarn, Por): Após um ano de estreia
com vitórias no Troféu Joaquim Agostinho, no Grande Prémio Beiras e
Serra da Estrela e na Clássica Aldeias do Xisto e com o segundo lugar na
Volta, a 1:15 minutos do vencedor, o francês, de 34 anos, prossegue na
senda dos bons resultados em 2026 e mostra atributos para eventualmente
superar o colega Nych na luta pela amarela.Vencedor
do Grande Prémio Anicolor pela segunda vez consecutiva, em maio,
segundo classificado na Volta ao Alentejo, em março, e do Grande Prémio
Beiras e Serra da Estrela, em maio, e ainda terceiro no Grande Prémio O
Jogo, o experiente ciclista parte para a 87.ª edição da Volta com a
ambição de manter a consistência demonstrada neste ano.Vice-campeão
francês de contrarrelógio e terceiro no Crono das Nações (2013), em
sub-23, Alexis Guérin venceu a classificação geral da Volta à Alta
Áustria, em 2021, e uma etapa na Coppi e Bartali, em Itália, ao serviço
da austríaca Vorarlberg e passou ainda pela belga Bingoal antes de rumar
a solo luso, no ano transato.Jesús
David Peña, Col (Efapel, Por): Corredor de 26 anos vocacionado para a
alta montanha, o colombiano foi quarto classificado da Volta de 2025, ao
serviço da AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense, e encara a edição
deste ano com a ambição do pódio, na Efapel, equipa que tenciona
interromper o domínio da Anicolor em anos anteriores.O
trepador pode tirar partido do facto de o contrarrelógio, especialidade
onde sente mais dificuldades, se percorrer a maio da prova, contando
depois com o terreno acidentado e duro da segunda metade da prova para
se afirmar, num ano em que já venceu o Grande Prémio Beiras e Serra da
Estrela.Sétimo classificado na versão
‘jovem’ do Giro em 2019, Jesús David Peña integrou a Jayco AlUla, equipa
do WorldTour, entre 2022 e 2024, tendo vencido uma etapa na Volta à
Eslovénia e alcançado o terceiro lugar da geral na Volta à Áustria em
2023, antes de perder rendimento no ano seguinte e de se mudar para
Portugal em 2025.Tiago Antunes, Por (Efapel, Por): Aos 29 anos, o ciclista do Bombarral
apresenta-se como o português teoricamente mais capacitado a terminar a
Volta a Portugal de amarelo, até pela época que está a rubricar, com as
vitórias na geral da Volta ao Alentejo, em março, e no Troféu Joaquim
Agostinho, na região Oeste, em julho.Atleta
capaz de se exibir em bom plano nos contrarrelógios e na alta montanha,
sem descurar a luta por vitórias em etapas de média montanha em edições
anteriores da corrida portuguesa de verão, Tiago Antunes crê ter
atingido a plena maturidade na temporada em curso, ao serviço de uma
equipa que se apetrechou para 2026.Depois
de passar pela neerlandesa SEG Racing Academy, entre 2018 e 2019, onde
correu ao lado de nomes reconhecidos no WorldTour, como o neerlandês
Thymen Arensman e o australiano Kaden Groves, Tiago Antunes corre no
pelotão luso desde 2020, quase sempre na Efapel, com uma passagem pela
Tavfer-Measindot-Mortágua, em 2021.Afonso Silva, Por (Tavira-Crédito Agrícola, Por): Embora nunca tenha
concluído a Volta a Portugal entre os 10 primeiros da classificação
geral, o corredor de 26 anos está a protagonizar uma temporada que lhe
abre hipóteses de lutar pelo topo da geral, na qual se destaca o segundo
lugar no campeonato nacional de fundo, na Guarda, somente atrás de
António Morgado, ciclista da UAE Emirates.Após
o 18.º lugar nas edições de 2024 e de 2025 da Volta, o corredor de
Odemira também já venceu, neste ano, a Clássica de Santo Thyrso e
conseguiu lugares no ‘top 10’ do Grande Prémio Jornal de Notícias –
sexta posição, em junho – e do Troféu Joaquim Agostinho – nona posição,
em julho.Após passagens pela Rádio
Popular-Boavista, entre 2019 e 2021, e pela Kelly-Simoldes-UDO, entre
2022 e 2023, Afonso Silva cumpre o terceiro ano consecutivo na formação
de Tavira, na qual assume agora o papel de protagonista, após a saída do
colombiano Jesús David Peña para a Efapel.Emanuel Duarte, Por (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar, Por): O algarvio,
de 29 anos, quer dar seguimento à época consistente que tem
protagonizado, com várias aparições no ‘top 10’ das corridas em que tem
participado: sexto lugar na Volta ao Alentejo, sexto lugar no Grande
Prémio O Jogo, sétimo lugar no campeonato nacional de fundo e quinta
posição no Troféu Joaquim Agostinho.Oitavo
classificado na edição transata da corrida portuguesa de agosto, o
corredor de Portimão sobressai no contrarrelógio, etapa na qual foi
quarto na Volta de 2025 e que, neste ano, se realiza a meio da
competição e não no fim, como acontecia ininterruptamente desde 2016.Ligado
à LA Alumínios em 2019 e em 2020, o ciclista passou pela estrutura do
Tavira em 2021 e em 2022 e pela Efapel em 2023, antes de regressar à
equipa sediada no Seixal, onde, em média, tem melhorado os desempenhos
de ano para ano, embora a única vitória tenha acontecido no Grande
Prémio O Jogo, em 2024.