Órgão da ONU pede medidas urgentes para ajudar países com endividamento
Covid-19
3 de jun. de 2020, 10:16
— Lusa/AO Online
A embaixadora da Noruega na ONU, Mona
Juul, chefe daquele órgão, que integra 54 países, disse na terça-feira
em Nova Iorque, numa reunião sobre o financiamento da crise e
recuperação face à pandemia, que a decisão das 20 principais potências
económicas do mundo de congelar os pagamentos de serviços de dívida dos
países mais pobres até o final do ano não é suficiente.Juul
disse que a suspensão do Grupo dos 20 vai libertar cerca de 11 mil
milhões de dólares (8,9 mil milhões de euros) até o final do ano, mas
estima-se que os países elegíveis tenham além disso mais 20 mil milhões
de dólares (17,9 mil milhões de euros) em dívidas multilaterais e
comerciais combinadas que se vencem este ano.A
responsável afirmou que isso significa que, mesmo que a moratória seja
estendida até 2021, "muitos países terão de fazer escolhas difíceis
entre pagar a dívida, combater a pandemia e investir na recuperação".A
nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia
de covid-19 já provocou mais de 379 mil mortos e infetou mais de 6,3
milhões de pessoas em 196 países e territórios.A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Depois
de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o
continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados
(cerca de três milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente
europeu), embora com menos mortes (mais de 165 mil, contra mais de 179
mil).Para combater a pandemia, os governos
mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da
população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial,
num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face
à diminuição dos novos contágios.