Organizações preocupadas com alterações climáticas e a eficiência energética dos Açores
4 de fev. de 2022, 10:00
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas após uma reunião com o presidente do
Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, na sede da Presidência, em
Ponta Delgada, Paulo Barcelos avançou que o encontro serviu para
expressar as “preocupações” das ONGA da região para o próximo Programa
Operacional 2030.“As nossas preocupações
são várias, a começar pelas questões das alterações climáticas e da
eficiência energética, nomeadamente em termos de como é que a região vai
continuar a produzir eletricidade daqui para o futuro”, salientou.Paulo Barcelos considerou “importante” a região desenvolver um plano para reduzir o consumo de combustíveis fósseis.“Quando
falamos da eficiência energética, não é só eficiência em termos de
iluminação e de gastos e de equipamentos, mas também em termos de como é
que se produz eletricidade. É um bocado nessa perspetiva de reduzir ao
mínimo o consumo de combustíveis fósseis”, afirmou.O
presidente da associação Os Montanheiros defendeu que a “gestão
ambiental” deve ser “direcionada para a população”, para “fazer chegar
os valores ambientais” às escolas e a todos os cidadãos.Paulo Barcelos advogou ainda que é necessário “conservar a natureza” através da “instalação de comunidades naturais estáveis”.“Não
só preservar o que temos, mas recuperar zonas degradadas. Toda esta
parte de recuperação de zonas degradadas, através da instalação de
comunidades naturais estáveis que permite obviamente a ajudar a retirar
da atmosfera alguns elementos que potenciem o efeito de estufa”,
afirmou.O presidente do Governo dos Açores
está a receber, durante esta semana, os parceiros sociais e os partidos
políticos no âmbito do Programa Operacional Açores 2030.O
Programa Operacional dos Açores 2030 integra o Portugal 2030, cujas
prioridades assentam em oito eixos, cada um deles com os seus objetivos
estratégicos: inovação e conhecimento; qualificação, formação e emprego;
sustentabilidade demográfica; energia e alterações climáticas; economia
do mar; competitividade e coesão dos territórios do litoral e do
interior e agricultura e florestas.