Organizações debatem nos Açores práticas para proteger os oceanos
14 de set. de 2024, 08:30
— Lusa/AO Online
Em
declarações à Lusa, Ana Monteiro, da Blue Azores, que apoia a Cool
Açores - Convenção das Organizações para um Oceano Limpo, uma iniciativa
promovida pela Fundação Oceano Azul, refere que o evento é dedicado a
todas as organizações que se dedicam no país “à preservação e
conservação dos oceanos”.É caso de
cidadãos e organizações não governamentais (ONG) que promovem a limpeza
das orlas costeiras e subquáticas, a par da promoção da literacia
marinha.Ana Monteiro refere que a Cool pretende promover “melhores práticas” da conservação dos oceanos.“Como
as ONG são intermediárias entre a sociedade civil e os governos,
pretendemos debater nestes eventos temas que são atuais e importantes,
alguns dos quais sugeridos por estas organizações”, refere.Ana
Monteiro afirma que a edição deste ano da Cool vai colocar um “foco
especial no esclarecimento da proposta da revisão das áreas marinhas
protegidas dos Açores”. Aquele elemento da
Blue Azores considera que é “muito importante que os ONG estejam
esclarecidas para levarem a informação à sociedade” sobre as áreas
marinhas protegidas.Ana Monteiro está
convicta que “existe um consenso na sociedade açoriana que é importante
proteger o mar dos Açores”, em que todos têm um papel a desempenhar.A
Cool pretende também recolher as opiniões das ONG que andam no terreno e
possuem uma ligação às suas comunidades, sobre as áreas marinhas
protegidas.Em 14 de junho, o Governo dos
Açores entregou na Assembleia Legislativa Regional a proposta da nova
Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA), uma “etapa
significativa” na proteção do mar da região.“Esta
é mais uma etapa importante para ter 30% do mar dos Açores protegido
até 2030, num compromisso que reúne consenso nacional e internacional e
onde os Açores têm assumido uma posição de liderança na prossecução
desta meta”, referiu, na altura, o Governo dos Açores em nota divulgada.A
proposta, acrescentou, “define prazos para a efetiva implementação e o
enquadramento para uma restruturação do setor da pesca e para uma melhor
monitorização e fiscalização”.Prevê ainda
“um princípio de gestão adaptativa, permitindo uma revisão cíclica de
acordo com o conhecimento científico mais atualizado”.Para
o executivo açoriano, a nova RAMPA “será um instrumento fundamental na
recuperação e conservação da biodiversidade marinha, a partir da qual se
poderá acentuar uma verdadeira economia azul sustentável”.