Organização dos Jogos Olímpicos aliviada com vacina mas pronta a realizar evento sem ela
Covid-19
10 de nov. de 2020, 10:58
— Lusa/AO Online
A comissão organizadora sente "um
sentimento positivo e um alívio", disse um alto responsável de
Tokyo-2020, Hidemasa Nakamura, numa conferência de imprensa."O
que estamos a fazer agora não é pensar na vacina, porque ainda não a
temos, mas sim a concentrarmo-nos nos testes, distanciamento social e
também na cooperação entre atletas e outras partes interessadas”,
ressalvou, contudo.Em diversas ocasiões os
responsáveis olímpicos afirmaram que a vacina não é um pré-requisito
para a realização dos Jogos, agora agendados para começar a 23 de julho
de 2021, embora admitam que uma vacina disponível facilitaria muito o
trabalho.Na segunda-feira, a gigante
farmacêutica norte-americana Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech
anunciaram que a sua vacina foi 90% eficaz contra a covid-19, de acordo
com os resultados preliminares de um grande estudo clínico, o que seria
um grande avanço terapêutico.As duas empresas estimaram que podem produzir até 50 milhões de doses da vacina até ao final deste ano e 1.300 milhões em 2021.Enquanto
alguns ainda duvidam da realização dos Jogos Olímpicos, especialmente
diante do forte ressurgimento da pandemia na Europa e nos Estados
Unidos, a capital japonesa acolheu no domingo o primeiro evento
desportivo internacional desde a crise sanitária, um torneio amigável de
ginástica.Embora o evento envolvesse
apenas cerca de 30 atletas japoneses, norte-americanos, chineses e
russos, diante de apenas dois mil espetadores, Nakamura disse que
testemunhou a viabilidade dos Jogos Olímpicos, apesar da ameaça do novo
coronavírus.O facto de tal competição ter ocorrido em total segurança "é uma grande mensagem", defendeu.O evento tinha regras muito rígidas para atletas vindos do exterior, de exames a constrangimentos nas deslocações.Os espetadores também foram sujeitos a restrições: máscaras, desinfeção das mãos, medição de temperatura e proibição de gritar.O
presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, que
deve visitar o Japão na próxima semana pela primeira vez desde que os
Jogos foram adiados, em março, também disse que a competição de
ginástica em Tóquio mostrou que é "possível organizar eventos
desportivos em segurança, mesmo com as restrições sanitárias vigentes”.